O fim do tempo da gravidez estava marcado mas eu sempre achei que não ia chegar lá. Sentia-me relativamente bem, com a gravidez sempre tranquila e com ecografias e exames ao sangue sempre normais (houve um susto algures em abril com os níveis do açúcar, mas o teste da glicose deu negativo para a diabetes gestacional), mas nas últimas semanas eu já me sentia demasiado cansada e já sem posição para dormir que já estava desejando ter a pequena nos braços!
Fiquei de baixa no final de maio, exatamente a um mês do fim do tempo e umas semanas depois de ter ido de férias a Portugal, e a baixa veio mesmo a calhar para conseguir pôr a casa em ordem antes da chegada da bebé. A médica achou, e bem, que as últimas semanas deviam ser mais tranquilas e sem trabalho (apesar de ainda ter feito bastante trabalho em casa e de ainda ter ido à escola umas quantas vezes entregar trabalhos e testes!)
Tratei da roupa da bebé (tenho a agradecer muito à minha irmã que me ajudou bastante nas arrumações. Acho a roupa da cerejinha tão fofa e ficou tão cheirosa que me perdia a olhar para as coisas e sendo tudo tão pequeno parecia pouco até ter começado a dobrar e a arrumar por tamanhos. ... pareceu-me uma tarefa sem fim!), organizei a mala da maternidade (que acabou por ser terminada à pressa 3 semanas antes do nascimento quando tive de vir ao hospital repetir ecografia e ctg porque os resultados no consultório não estavam muito bons e como mais vale prevenir, ficou logo tudo despachado!), fui cozinhando e tratando de limpezas para ter a casa limpa e a roupa tratada no regresso a casa.
No dia em que terminava o tempo (e depois de várias visitas ao hospital para consultas de rotina) acabei por ficar internada para me induzirem o parto. Não era nada assim que eu gostava que as coisas tivessem acontecido, mas até estava bastante tranquila e zen, contra todas as minhas expectativas!
O hospital tem ótimas condições e eu gostava muito de ter experimentado fazer o trabalho de parto na água, mas não pode ser. Também gostava que tivesse sido parto normal e foi cesariana (e apesar da minha recuperação física estar a correr bem e me sentir bem, apesar de cansada, a cicatriz precisou de mais cuidados médicos e estou novamente internada...), e gostava de conseguir amamentar em exclusivo, mas por enquanto não está a ser possível porque a cerejinha chora com fome mesmo depois de mamar!
Conclusões de tudo isto: não adianta fazer grandes planos porque, no fim de contas, as coisas podem correr de uma forma completamente diferente daquilo que gostávamos e se não tivermos uma mente aberta para isso, só nos deixa frustradas, o que não é bom para ninguém!

