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sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Cenas de mãe #28

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Agora as cenas de mãe são x 2 e ainda nem acredito bem nisso! O António faz hoje 7 semanas e quando os pequenos estão fofinhos, o meu coração enche-se de amor e eu penso: "Uau!! Fui eu que fiz estas duas coisinhas fofas! (Quando choram os dois ao mesmo tempo, só me apetece fugir!)

O que tem aumentado cá em casa:
- a roupa para lavar 😱😱😱 são montes de roupa para lavar, para estender, para apanhar e para passar e eu só tenho 2 braços!
- o amor ❤
- os biberões para lavar
- as horas de colo e de mimos (para os 2, que aqui em casa há igualdade!)
- as olheiras da mãe e o cansaço 
- a organização (a sério que quanto mais tenho para fazer, mais organizada sou!)
- as despesas, porque agora nas férias tivemos de comprar uma caixa para o tejadilho da carrinha!

O que tem diminuído:
- as horas de sono e de descanso (ainda hoje o piqueno acordou para mamar às 5.40 e aqui a Mummy já não voltou à cama! Ora pois, fui fazer tarefas domésticas e orientar coisas!)
- o tempo para ler (já não era muito, mas mesmo assim ainda li 35 livros no ano passado)
- o espaço no carro (isto agora com 2 lugares ocupados com a cadeira da Luísa e o ovinho do António fica a sobrar o banco do meio para a mochila do bebé e está feito! E a bagageira leva o carrinho e 2 ou 3 sacos de compras e pronto!)

Ainda hei de vos contar sobre o parto e sobre a mudança que é passar de 1 para 2 filhos. Haja tempo para isso 👍

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Cenas de mãe #27

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Quando pensámos em ter outro filho, uma das maiores motivações foi mesmo a de darmos um irmão à Luísa. Ambos temos irmãos (eu tenho uma irmã gémea, um dos grandes pilares da minha vida) e o meu marido tem dois irmãos (o Francisco é o irmão do meio e sei que ter mais 2 irmãos tem muito mais impacto nele do que aquilo que ele pensa!) e nunca quisemos que a nossa filha fosse filha única. Agora se teremos mais que dois é assunto para daqui a uns anos... Já tenho 34 e a Luísa e o Tó terão quase 3 anos e meio de diferença, por isso se voltar a ser assim, já terei 37 ou 38 quando voltar a engravidar e não sei se me fará sentido. Na altura pensaremos nisso. 


Voltando ao facto de termos outro filho, a gravidez tem estado a correr lindamente e só engordei 5kg nestes 8 meses e pouco. A médica está contente, eu também e está tudo mais tranquilo do que da primeira vez. É óbvio que a primeira gravidez é sempre especial, exatamente por ser a primeira, mas esta tem um bónus de partilharmos a nossa alegria e o crescimento da barriga e do bebé com a Luísa. A miúda enche a minha barriga de beijinhos e fala imenso no mano Tó, mas se há vezes em que diz muitas coisas fofas sobre o irmão (que vai dar beijinhos, abracinhos e festinhas), noutras alturas percebemos que ainda não percebe bem o que aí vem. Estou a começar a ficar com aquele nervoso miudinho para conhecer o piqueno, mas acho que mais ainda por saber como é que a mana mais velha mais reagir quando vir o irmão pela primeira vez.

Relativamente à ansiedade da gravidez e à preparação da chegada do bebé, confirma-se aqui em casa o que já tenho ouvido e lido por aí. Na 2ª gravidez (e presumo que nas seguintes também!), uma pessoa anda mais relaxada e tranquila com as tarefas. Já não me lembro muito bem quando é que comecei a preparar efetivamente a chegada da miúda, mas sei que mudámos de casa no fim de abril e ela nasceu no fim de junho, por isso entre as arrumações pós-mudança e a baixa antes do parto (fiquei de baixa um mês antes) lá fui fazendo as coisas, mas tenho ideia de ter preparado a mala da maternidade algures a meados de junho, porque fui quase de urgência ao hospital porque os resultados do ctg não estavam normais a  médica preferiu que eu fosse observada no hospital, não fosse acontecer alguma coisa. Desta vez, acho que só vou ter as coisas prontas na véspera (caso se confirme uma cesariana com data marcada) e ainda vou muito a tempo. O Francisco então ainda está mais descontraído que eu. 

A verdade é que no início de novembro teremos um fim de semana de 4 dias em que dará para pôr tudo em ordem  o que ainda falta, que a bem dizer é tudo!!
- lavar e arrumar a roupa do piqueno (mas primeiro há que arrumar a cómoda e o roupeiro da miúda para haver espaço para a roupa do irmão)
- montar o berço e ir procurar o móbil musical que deve estar numa caixa na arrecadação
- lavar os jogos de cama e afins
- lavar e arrumar à mão todos os têxteis que fazem parte da vida de um bebé (fraldas de algodão, swaddles, mantas, toalhas de banho, babetes, fitas de chuchas e afins)
- organizar o quarto da Luísa para a chegada do irmão (organizar brinquedos e escolher o que pode ficar para o mano, mudar a distribuição dos móveis para arranjar espaço para o berço, quando mudar para o quarto da mana)
- preparar o cantinho da muda da fralda com tudo o que faz falta (no quarto da Luísa, no nosso quarto e na sala, porque foi assim que fizemos quando a Luísa era bebé e correu muito bem!)
- ir procurar o termómetro de banho e o corta-unhas e essas coisinhas pequenas que estão no armário da miúda, mas têm de passar a estar à mão
- montar a estrutura da espreguiçadeira e do ginásio e lavar tudo como deve ser
- ir buscar a almofada de amamentação emprestada à minha irmã
- procurar o sling e o wrap para fazermos ainda mais babywearing do que da Luísa
- pôr à mão a alcofa e comprar o ovinho e os encaixes para o carrinho da Luísa
- fazer a mala da maternidade com os essenciais (o hospital disponibiliza imensa coisa, mas há várias coisas que prefiro levar de casa, porque me sinto mais confortável a usar as minhas coisas)

Com esta lista quase infindável chego à conclusão de que parece muita coisa, mas afinal até tenho tudo mais ou menos orientado na minha cabeça e com ajuda do marido e da filhota (que de certeza que vai querer participar em muitas destas tarefas) fazer o ninho para o nosso bebé até vai ser mais fácil e divertido do que parece!

Por enquanto acho é que tenho de mimar muito a minha boneca nestas últimas semanas que lhe restam de filha única :) o resto tem tudo tempo!

Outono, meu amor!


Este outono está a significar calma e tranquilidade aqui por casa e ainda bem! Para além de ser uma época linda por aqui (o que eu adoro estes dourados e estas temperaturas mais fresquinhas?), temos conseguido ter mais tempo em família e acho que estamos a começar a olhar mais para dentro de casa e para esta nossa vida que vai ter uma grande mudança nos próximos tempos com a chegada do António.
É incrível como esta semana já entro na semana 34 desta gravidez tão desejada e que vou ao hospital ter uma consulta com a equipa de obstetrícia para vermos se o parto vai ser cesariana como foi da Luísa ou se vou tentar ter parto normal. E ainda tenho tudo por organizar...
Seja como for, já inaugurámos o outono por aqui e ontem já fizemos bolachinhas e purés de fruta com a nossa miúda e acho que daqui até ao Natal vamos repetir estes domingos assim mais vezes! Se eu já sou fã do outono desde sempre, aqui nos Alpes, acho o outono a estação mais hygge. Vou reler estes textos (da Mafalda, sempre tão inspiradora e da Catarina, com pontos de vista diferentes e ideias tão giras)  para tornar a nossa casa ainda mais acolhedora e preparada para a chegada do nosso bebé!
E também ajuda bastante ler textos inspiradores como este da Ana Francisca Guimarães, que fala do autocuidado que nunca deve faltar nas nossas vidas. 

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Cenas de mãe #22 - ser mãe é uma selva

Para relembrar uma coisa gira - ter respondido a algumas perguntasobre a nossa vida por aqui!

A Andreia é professora de português e foi para a Suíça em 2013, para trabalhar. Foi lá que conheceu o marido, por quem se apaixonou à primeira vista. 10 meses depois engravidou e depois nasceu a Luísa.

Sobre o ritmo de vida: A vida é muito mais tranquila do que em Portugal. Não há tantas atividades extra-curriculares e não há pressão para que os nossos filhos sejam perfeitos ou academicamente exemplares. Além disso, aqui vivemos no campo e temos galinhas, coelhos e horta, dos quais temos de tratar. Quando a miúda crescer mais um bocadinho, hei-de lhe dar a escolher algumas atividades para ela experimentar: música, esqui (que também praticam com a escola), ballet para crianças, zumba ou karaté, ou eventualmente aulas de inglês.


Como é ser criança na Suíça: As crianças são muito bem vistas. As escolas funcionam muito bem, as clínicas médicas têm um espaço com brinquedos e os médicos recebem muito bem as crianças. As pessoas metem conversa, ou pelo menos sorriem. Os carrinhos de bebé podem ficar à porta dos estabelecimentos que ninguém lhes mexe. Os restaurantes também acolhem muito bem as crianças e muitos têm cadeiras e menus infantis. O barulho não é muito bem visto e é esperado que as crianças se saibam comportar em público, porque birras aos gritos não são muito bem toleradas.



Sobre a escola e balanço trabalho/filhos: Eu trabalho para o governo português, por isso sou abrangida pela lei portuguesa, daí os 5 meses de licença (com 80% do salário). Na Suíça são 120 dias e se for preciso ficar de baixa antes do parto, o tempo começa a contar nessa altura. Os pais têm no máximo três dias de licença de paternidade (dependendo dos contratos de trabalho), mas o normal é um dia.

As aulas começam a meados de agosto e terminam a meados de junho e as férias de verão duram no máximo 8 semanas, mas há mais períodos de férias ao longo do ano. Acho este sistema melhor do que em Portugal. Depois das aulas as crianças podem ficar mais uma hora (paga) na escola para fazerem os trabalhos (quem quiser e precisar) ou frequentam algumas das actividades que há na vila.


Sobre a alimentação: Quanto à alimentação, não sei muito bem como é com os suíços, porque sou eu que cozinho para ela, mas das indicações do pediatra e do que tenho lido, não é nada de muito diferente do que faria se estivesse em Portugal. Aqui tenho reparado é que há muita oferta de comida de boião e papas com produtos biológicos e sem açúcar adicionado, por isso não há cá em casa Cerelac nem nada desse género.

Sobre o melhor e o pior na Suíça: É um país muito organizado, bonito e muito limpo. Tem uma grande diversidade a vários níveis, linguísticos, paisagísticos, culturais, e aceita bastante bem os emigrantes, o que só enriquece a vida de quem cá mora.

A única coisa má é que podia ser só ali do outro lado da fronteira para estarmos mais perto dos nossos. É que isto de vivermos fora é tudo muito bom, mas a geografia pesa-nos no coração.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Das leituras #22

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(há mais de 1 ano que ando para escrever este post...)

Quando estava grávida comecei a comprar livros que achei importantes sobre esse estado mágico da vida de uma mulher, mas tive algumas surpresas.

Comecei a ler o 'Socorro! sou mãe...' mesmo no início da gravidez e admito que me assustei bastante. Fiquei mesmo em pânico. Só pensava 'o bebé vai chorar muito e eu não vou conseguir acalmá-lo!' 'E o parto, como é que vai ser??', 'e a amamentação...ai!' 'Ahhhhhh!!'

Uma pessoa ouve falar de crianças e de bebés, mas não tem propriamente muito contacto com crianças pequenas (o meu sobrinho tem atualmente 4 anos e uns meses, mas quando vivia em Portugal não conseguia estar muito tempo com ele quando era bebé, por isso os relacionamentos com crianças pequenas eram raros) e depois lê coisas reais e fica a pensar que não vai ser capaz de criar uma criança e prover-lhe tudo o que necessita.
Deixei o livro para um canto até me sentir capaz de voltar a lidar com tudo o que diz respeito à parte emocional da gravidez. Resultado, voltei a pegar-lhe e acabei de o ler na maternidade e aí já tudo me fez sentido! Realmente há alturas para tudo, até para ler, porque todos os livros têm um timing e se não for o tempo certo, de certeza que não vai correr bem!
Afinal em junho, já nada me parecia tão assustador, nem difícil de ultrapassar e este livro foi um companheiro feliz que ainda me fez sorrir :)
[Entretanto também comprei o 'Socorro, eles crescem tão rápido!' e adorei. Aliás, houve partes em que fiquei com uma lagrimazita no canto do olho!'

Ainda antes de conseguir acabar este, li numa penada o 'Os bebés também querem dormir' e fiquei tranquilizada. Sentia que tudo o que eu fazia estava no caminho certo. A Luísa foi sempre uma bebé tranquila para dormir, por isso o tópico principal do livro não foi propriamente muito necessário, mas o livro fala da amamentação, do baby blues, das principais dificuldades e possíveis soluções que podemos fazer, mas principalmente deixou-me a pensar que o instinto é uma coisa muito poderosa. Houve muitos momentos em que desejei ter a minha mãe mais perto para me tirar dúvidas e me ajudar, mas houve outras alturas em que fiquei feliz por não ter comentários 'faz assim...faz assado... não achas que ela tem frio/ fome/ a fralda suja' e por conseguir seguir o que o me coração dizia.
Não conheço a Constança, mas houve muitas alturas em que parecia que a tinha ao meu lado a sossegar o meu coração de mãe de primeira viagem e a tranquilizar-me. Adormeci muitas vezes a minha bebé a pensar na benção que é ter um filho e na maravilha que é ser mãe da minha filha, em vez de estar stressada porque ela não adormecia como eu achava que devia ou no tempo que devia ser, porque eu tinha coisas para fazer. Aprendi que os momentos com os filhos não esperam, mas tudo o resto pode esperar!
[Entretanto já comprei e já li 'O livro de magia das mães' e também gostei muito!]

O livro da Magda Gomes Dias 'Crianças Felizes' foi um bocadinho precoce, porque a cerejinha ainda não está em nenhuma das fases em que fala o livro, mas como gosto tanto da Magda e me identifico tanto com forma como ela encara a parentalidade, achei que devia ler quanto tinha tempo. Realmente posso não ter de aplicar ainda muitas das estratégias sugeridas, mas percebi que o vínculo é fundamental para que a relação mãe-filha cresça e se desenvolva de uma forma sólida e saudável. Também percebi que as crianças têm o seu próprio ritmo e nós, adultos, é que devemos estar atentos a isso. Afinal nós não mandamos nos nossos filhos, mas muitas vezes conhecemo-los melhor que ninguém.
A Magda escreve de uma forma simples, mas não simplista, e 'obriga-nos' a pensar, a refletir sobre isto da parentalidade positiva e a forma como fomos educados e como queremos educar os nossos filhos. Não digo que seja fácil pormos em causa tudo aquilo que conhecemos enquanto filhos, mas se conseguirmos seguir o nosso coração (e tendo a certeza de que afinal não somos aves raras, porque até há estudos que comprovam aquilo que achamos certo), a vida em família e principalmente as relações com os nossos filhos tornam-se muito mais fáceis!
[Também já comprei o 'Berra-me baixo!' e está em lista de espera, mas tenho a certeza de que me vai ser muito útil!

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Novidades do planeta de baby cérise #19: o pós parto

Este post anda em rascunho inacabado há meses e agora que a Luisinha está quase a fazer um ano, acho que já merece ver a luz do dia!

Andou por aí um desafio da maternidade no facebook em que fomos desafiadas a publicar fotos de momentos ternurentos e cutchi-cutchi do nosso papel de mães e da nossa relação com os nossos filhos. Eu fui nomeada, mas não publiquei nenhuma foto da Luísa (já publiquei fotos dela, mas nunca fotos que invadam a privacidade dela nem da carinha dela) nem tenho só fogo de artifício e coisas espetaculares para dizer sobre a maternidade. Muito pelo contrário, principalmente durante o pós parto. Publiquei uma citação e um texto curto sobre o pós-parto e recebi alguns comentários de apoio, porque realmente o pós-parto ainda é um pouco tabu, principalmente quando não é cor-de-rosa como é suposto (agora já sei que nisto da maternidade, não há coisas certas nem erradas...)
Fui nomeada no desafio da maternidade, e em vez de publicar fotos da princesa, publico uma frase que para mim resume o que é ser mãe. Children spell love... T-I-M-E
A gravidez foi ótima e correu tudo bem, mas o pós parto foi horrível com muitos dias difíceis, de dúvidas, de muitas dificuldades e muito medo de não estar a fazer as coisas certas. Passei muitas e muitas horas sozinha com ela a conhecê-la e a conhecer-me como mãe e tem sido uma experiência altamente enriquecedora, mas também muito difícil!

Felizmente passou, mas continuo a dedicar muito do meu tempo livre à minha filha e adoro brincar com ela e tirar-lhe fotos. Não vêm parar ao fb porque acho que há de ser ela a decidir, na devida altura (daqui a uns bons anos, portanto!) se e o que quer partilhar. 
Se publiquei meia dúzia de fotos dela é muito e nunca onde se veja a cara! A privacidade dela é muito importante para nós!

Em 2 palavras: foi horrível! Senti muito medo de não ser capaz de arcar com tanta responsabilidade, sentia-me tristíssima e completamente desmoralizada. E ainda me sentia pior por saber que não é assim que nos devemos sentir. Supostamente a maternidade só tem um lado e é cor de rosa com tudo a correr bem e ninguém vê (ou quer saber!) do outro lado, que eu acho que afeta todas as mães, ainda que a muitas mulheres seja muito levemente.
São as hormonas que andam descontroladas (pudera, depois de um parto há todo um festival de mudanças no nosso corpo), o cansaço extremo, as novas responsabilidades (acredito que neste ponto a coisa melhore quando se tem outro filho, porque já se sabe como é, ainda que os bebés sejam todos diferentes), a habituação à rotina, o novo papel de mãe para além de mulher, enfim, um rol de coisas novas para as quais ninguém nos preparou!

Antes de ficar grávida achava que os baby blues eram um mito, afinal temos nos braços a coisa mais preciosa da nossa vida, o bebé que tanto ansiámos e desejámos durante a gravidez e afinal só nos apetece chorar? Pura parvoíce... Ahhh, pois, mas não... Chorava porque andava exausta, porque não consegui uma ligação emocional instantânea com a cerejinha, porque andava quase paranóica com as coisas para fazer, porque não dormia quando ela dormia (ou porque ficava a olhar para ela, ou porque as coisas da casa não se faziam sozinhas), porque a miúda nunca gostou muito de mamar, porque sentia a falta da minha mãe para me ajudar (quando os meus pais se foram embora, chorei tanto, tanto...)


Não ajudou nada ter uma infeção na cicatriz da cesariana que só sarou por completo na véspera de irmos de férias. Passei mais de um mês a tomar banho a prestações e a sentir-me 'defeituosa' por ter ficado com a infeção (eu sei que há pessoas com problemas bem mais graves, mas com as hormonas descompensadas, a cabeça fica atrofiada e não se pensa direito!) A médica informou-me dos riscos da cesariana, mas nunca pensei que me acontecesse isto a mim. Não sei se foi do calor, de algum esforço que tenha feito, ou se tinha de ser assim...

Lembro-me perfeitamente de serem 2 ou 3 da manhã e de eu me ter levantado da cama, onde não estava a conseguir dormir, para ir arrumar a loiça da máquina e a pôr a roupa a lavar e acho que isso diz tudo da noção de bom senso que tinha na altura. Realmente, sempre fui relativamente bem organizada com as coisas da casa, mas naquelas semanas a seguir ao parto, parece que andava paranóica com coisas fora do sítio... passava horas sozinha, porque o meu marido não teve direito a licença de paternidade como em Portugal (aliás, aqui na Suíça, no máximo são 3 dias!) e quanto mais coisas fazia, mais coisas encontrava para fazer e a juntar aos muitos acordares noturnos (ia espreitá-la à alcofa e depois à cama de grades para ver se respirava, ouvia um suspiro e acordava, ela chorava e eu a pé... enfim), andava de rastos.
Do que fui lendo, fui percebendo que era uma fase e realmente as coisas acalmaram bastante desde que regressámos de Portugal. A Luísa começou a dormir muitas horas durante a noite ao fim de um mês e eu Portugal afinámos as rotinas e percebemos que afinal até estávamos a fazer as coisas certas! Fez-nos muito bem a todos termos ido de férias e vim com o coração cheio e preparada para mais uns meses de Suíça, embora não tenha sido fácil passar 24h com ela durante os 5 meses da licença e muitas horas por dia depois de ter voltado a trabalhar.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Das leituras #19 [Esta sacana da culpa...]

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A propósito do livro da Sónia Morais Santos que acabei de ler na semana passada 'A culpa não é sempre da mãe' tenho a dizer: Já não me sinto tão sozinha!
Identifiquei-me com tantos, tantos motivos de culpabilidade! Quero sempre ser a dona de casa perfeita, a namorada/ mulher/ amante/ amiga perfeita, a filha, neta e a irmã perfeitas, a professora perfeita e a mãe perfeita que falho em tantas dessas coisas todos os dias...
Sinto-me culpada por ter decidido vir viver para a Suíça (e um bocadinho por isso, agora também cá estar a minha irmã e a família!) e por não estar nem falar tantas vezes com os meus pais como aquelas que deveria! Sinto-me culpada por ter tido cá a minha filha, o que impede uma relação mais estreita dos avós com a neta. Senti-me culpada por só ter amamentado 2 meses e por nem sempre conseguir fazer as coisas bem (apesar de saber que a maternidade é uma aprendizagem constante!) e por me sentir tão, mas tão triste no pós-parto, embora não devesse, mas os baby blues são tramados. Sinto-me culpada por nem sempre ter disposição para brincar nem para me dedicar à minha filha como ela merece! Sinto-me culpada por pôr tantas vezes as limpezas e as arrumações à frente dos beijos ao marido e à filha!
Enfim... Um rol de culpas que às vezes me corroem o coração!
[Com isto tudo, estou a perceber que muitas das culpas afinal até têm solução é precisam só de muuuuuita gestão do tempo e da família!]

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

5 meses de amor!

Nunca ninguém nos prepara para sermos mães e pais. Podemos fazer cursos pré e pós parto, podemos ler um milhão de livros e saber todas as correntes da educação e da parentalidade, podemos comprar tudo o que é preciso e tudo o que achamos que é preciso (e depois afinal não era e foi dinheiro desperdiçado!), podemos ouvir e acatar os conselhos de amigos e familiares cheios de boa vontade e com a melhor das intenções ou podemos não  estar nem aí para aquilo que nos recomendam. Afinal de contas, o nosso filho ou filha é único e é nosso (não é, mas pronto! É do nosso sangue, fomos nós que o geramos e que o parimos, e a partir do momento em que sai da nossa barriga é do mundo!) e é óbvio que fazemos o possível e o impossível para que esteja bem, que seja feliz e tenha uma vida inesquecível. Tudo o que fazemos é para o bem do nosso bebé, mesmo quando deixa de ser um bebé! 
Por enquanto ainda há um bebé cá em casa e temos aproveitado tão, mas tão bem o desenvolvimento da nossa cerejinha. Mas parece impossível como é que uma pessoinha que ainda nem fala, já nos diga tanto e já tenha conquistado os nossos corações! 
5 meses no dia 28 cheios de amor a transbordar do peito, de descobertas diárias e de muitas emoções fortes!

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Novidades do planeta de baby cérise #13: a amamentação

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Na primeira semana de outubro (de 5 a 11) foi a Semana Mundial da Amamentação e eu queria muito ter escrito sobre a minha experiência, mas não consegui...

A amamentação foi um tópico em nunca pensei muito durante a gravidez, porque sempre achei que seria uma mãe o mais natural e descontraída possível e se pudesse e conseguisse dar de mamar, então seria isso que aconteceria. Se não fosse possível, também não me iria stressar muito com isso (pensava eu... santa ignorância!)
Logo que nasceu e a puseram no meu peito, a pequena parecia que sabia bem o que estava a fazer e pegou logo no mamilo, mas foi sol de pouca dura. No tempo em que estive no hospital precisei várias vezes de ajuda para conseguir pô-la a mamar como deve ser e mesmo assim não foi muito fácil. 
As enfermeiras foram sempre muito prestáveis e explicaram sempre tudo o que precisava de saber e mesmo se elas percebessem que eu estava com dúvidas, ajudavam-me de forma espontânea (só coisas boas a dizer do hospital!) A primeira semana foi mesmo a mais difícil, fiquei com gretas e doía-me bastante quando a bebé encostava a boquinha ao mamilo, mas não desisti. O leite subiu no dia em que vim para casa, ou seja, 4 dias depois de ela ter nascido (ela nasceu a um domingo e isto foi na 4ª) e tive mesmo de tirar leite com a bomba porque estava a encaroçar no peito e nessa altura doeu-me bastante.
Tenha sido da melhor forma ou da forma que eu consegui, só durante a primeira semana de vida é que a pequena foi alimentada em exclusivo com o meu leite, que foi o tempo em que esteve sempre a perder peso. Uma semana depois de ter nascido e nós já em casa, ainda não tinha começado a recuperar, só a perder e a parteira ficou preocupada (aqui vem uma parteira a casa durante os 10 dias seguintes ao parto, mas não sermos nós - mãe e bebé - a termos de nos deslocar ao hospital, que é a 45 minutos daqui. Não sei se será assim em toda a Suíça!).
A sugestão foi começarmos a dar suplemento em conjunto com o leite materno. Sempre que desse de mamar e se percebesse que ela estava com fome, fazia leite e dava-lhe. Eu não tinha grande vontade de fazer isso, mas nunca tinha sido mãe e não sabia o que fazer e estava a ficar muito preocupada, por isso aceitei a sugestão e realmente funcionou e a pequena cerejinha começou a recuperar o peso e continuava a mamar relativamente bem.
Entretanto fui internada no hospital com uma infeção na cicatriz da cesariana e ela foi comigo, claro, mas não sei se foi da infeção, ou do antibiótico ou do biberão ou de tudo junto, o que sei é que ela cada vez queria mamar menos e chegou uma altura em que gritava desalmadamente quando a punha na mama e eu ficava tristíssima. Tentei várias formas de lhe dar a mama, experimentei tirar leite com a bomba (mas nunca consegui grande expressão de leite... e quanto mais tentava, menos conseguia...), tive inclusive uma consulta online com a Drª Graça da Amamentos, a 1ª clínica exclusiva para a Amamentação e foi muito bom. Tirou-me muitas dúvidas e explicou-me imensas coisas e deu-me muitos conselhos e eu percebi que até estava a fazer as coisas bem, a bebé é que não estava muito recetiva.
Entretanto fomos de férias e tive todo o tempo do mundo e toda a disponibilidade mental para lhe dar de mamar, mas ela cada vez queria menos... até que acabei por deixar por completo na altura em que regressámos à Suíça.
Eu concordo com a Constança Cordeiro Ferreira quando diz que a amamentação é um momento especial e mágico entre mãe e bebé, mas que deve ser bom para ambos e que dure o tempo que o bebé quiser. A Luísa deixou de querer e eu tive de me conformar com isso. Fiquei triste? Claro que fiquei, tinha bastante leite e que a alimentava bem, mas ela não quis mais e eu deixei de me stressar! O pediatra também me diz que dei o leite mais importante para ela e para as defesas dela.
Não sou fundamentalista da amamentação nem 100% a favor dos biberões , mas gostava que tivesse durado mais tempo... Adorei dar de mamar e foi sempre especial!

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Maternidade em progresso

Acho que nunca sabemos que estamos preparados até as coisas efetivamente nos acontecerem e depois é tudo uma surpresa! Eu não fiz nenhum curso de preparação para o parto nem aulas de espécie nenhuma (fiz pilates, o que foi ótimo, mas foi mais para melhorar a postura e aliviar as dores nas costas) nem tirei dúvidas com nenhum especialista para além da minha médica assistente.
 As coisas foram acontecendo naturalmente e eu fui aprendendo a lidar com as circunstâncias e tem sido assim todos os dias desde que a cerejinha nasceu! E tem sido tão boa esta aprendizagem constante!

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Novidades do planeta de baby cérise #12: o recobro


No hospital foi o pai que deu o primeiro banho à princesa (com muito cuidado para não tirar o vérnix - aquela cera que os bebés têm no corpo quando nascem) e que a vestiu. As parteiras acharam maravilhosa a cabeleira da cerejinha, um cabelo preto, preto e tão comprido que já quase dava para pôr uma fita e pentearam-na e vieram perguntar-me se eu gostava daquele penteado! Obviamente tive de me rir ;) aliás, o bom humor foi coisa que voltou depressa depois da cesariana.
Na sala de parto tiraram-nos uma foto para guardarmos para a posteridade e estamos maravilhosos (ou não! Eu com um ar exausto e com a cara inchadíssima e o pai com umas olheiras enormes e um ar um bocado atordoado. lindos, portanto! A única que safa a fotografia é a pequena que é lindona!) e fizeram todos os exames à pequena e a mim para terem a certeza de que estava tudo bem.
Logo que as minhas pernas e os meus pés deixaram de estar dormentes, pus-me de pé! A cicatriz doía-me horrores e ainda estava meio atrofiada da cabeça e com o soro nos braços, mas quis pôr-me de pé. A parteira e o meu marido ajudaram-me a levantar e pelos visto foi um acontecimento porque nunca nenhuma recém-mamã se quis levantar, ainda para mais tendo sido cesariana! Fiquei com a certeza absoluta de que ia fazer tudo para recuperar depressa, tivesse eu dores ou não!
Falámos com os nossos pais no skype para verem a neta e depois de me lavarem, do banho da bebé e dos exames todos fomos para o quarto e foi um alívio! Senti-me tão inútil nesse dia por não conseguir ser eu a tratar da pequena, mas sabia que com o tempo tudo ia melhorar e melhorou!
Tivemos as visitas dos tios da princesa e foi tão bom! Os mimos à pequena eram extensíveis à mãe e ao pai e foi bom sentir que a família que vive perto faz questão de estar sempre presente nos momentos mais importantes!
Tirei poucas fotos dessa altura porque estava ocupada a aproveitar bem o tempo com a minha bebé e a dar-lhe muitos mimos e muito colo! Bem, e a recuperar da cirurgia.

Estive 7 dias no hospital (3 antes de nascer a cerejinha e saí no 4º dia depois) e apesar de ter sido sempre muito bem tratada e de ter tido toda a ajuda que precisava, estava desejando vir para casa e sermos finalmente nós os 3! Pois... não foi bem o que aconteceu!
Os meus pais chegaram de visita no dia em que regressámos a casa e foi muito bom tê-los por cá, mas a ressacar de poucas horas de sono e de todas as mudanças, sentia-me demasiado exausta para conseguir aproveitar a companhia deles e tenho a plena consciência de que fui pobre e mal-agradecida...

domingo, 27 de setembro de 2015

Novidades do planeta de baby cérise #11: o parto

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Para não variar muito dos últimos dias, durmo pouco mas não tenho sono. Estou na cama a ouvir a respiração do pai e da filha e só me parecem aqueles dias e noites intermináveis no hospital durante a convalescença do parto. Não sei se fui só eu que senti isso (digam-me vocês, mamãs de ha há muito ou pouco tempo se foi assim também! ) pareceu-me que estava numa realidade paralela em que o mundo parou lá fora e só me importava com a Luísa e só pensava que tinha acabado de passar pela experiência mais avassaladora da vida que é dar à luz um filho e passar a ter toda a responsabilidade sobre a vida daquele ser tão indefeso!

Filha, hoje fazes 3 meses (como é que possível já ter passado este tempo todo?) e para não comemorar, nada melhor que escrever sobre o momento mágico que foi o teu nascimento!

Fiquei internada na 5ª feira, dia em que terminava o tempo previsto pela médica, e tudo indicava que o parto fosse provocado. A minha médica assistente nas últimas consultas (que fiz quase dia sim, dia não nos últimos tempos e fazia ecografias e ctg) dizia-me sempre que a miúda ia ser grandinha e nas duas ecografias no hospital também confirmaram isso, por isso a indução do parto começou na 5ª.
Eu não sabia muito bem como é que isso se processava, mas sabia que podia ser local (no colo do útero) ou geral (através da corrente sanguínea) e na altura a parteira perguntou-me como é que eu queria que fosse e explicou-me as diferenças e que os comprimidos no colo do útero costumam ter uma reação mais rápida e é mais fácil para a mãe. Lá fácil foi, rápido é que nem por isso! Deram-me 4 comprimidos entre 5ª à tarde e sábado de manhã e nada de contrações nem dores nem coisa nenhuma. Quase que parecia que estava em algum hotel a descansar...
No sábado à tarde lá mudaram de medicação, e as contrações lá foram aparecendo mas ainda assim nada de muito difícil de aguentar. Percebi que o parto ia acontecer em breve, mas ainda teria de aumentar a intensidade das contrações e bastante. O meu marido esteve lá comigo no sábado o dia inteiro, mas às 11 e tal da noite mandei-o para casa porque estava tranquila e as contrações eram fracas e muito espaçadas. Deitei-me e dormi. Até à 1.15, hora em que me rebentaram as águas (a parteira bem me tinha dito que o último comprimido que me deram fazia efeito em 24 horas, mas normalmente era muito menos) . Continuava sem dores mas as contrações já eram mais espaçadas. Chamei a parteira e fui para a sala de parto. Ela fez-me o toque e ficou preocupada porque o líquido amniótico tinha uma cor estranha e disse-me que íamos controlar os batimentos cardíacos para ver se estava tudo bem, porque se houvesse alguma coisa diferente do normal, teria de ser cesariana.

As horas foram passando (entretanto o marido apareceu no hospital para me dar apoio e pôde estar comigo sempre mesmo tendo sido cesariana) e as contrações foram aumentando e estavam no ritmo já muito avançado mas não havia meio de fazer a dilatação. O ctg também apontava para que a bebé estivesse em sofrimento, portanto não houve outra solução do que partir para a cesariana. Entre me confirmarem que teria mesmo de ser cesariana e a Luísa nascer, passou no máximo 1 hora!
Saí da sala de parto e fui na maca para a sala da cirurgia. O pai mudou de roupa e esteve sempre ao meu lado a agarrar-me a mão e a fazer-me festinhas e foi espetacular, mesmo estado eu um bocado atorodoada por causa da epidural! A cesariana foi rapidíssima e não senti nada, só sentia a cabeça estranha. Não ouvi o primeiro choro da Luísa, mas quando percebi que ela tinha nascido e o pai a trouxe embrulhadinha numa toalha e ma mostrou chorei, chorei, chorei... Não conseguia quase falar (e estou aqui a escrever isto e tenho as lágrimas a querer saltar!) e estava emocionada como acho que nunca estive na vida! Nunca me tinha sentido tão vulnerável e tão frágil, mas ao mesmo tempo tão feliz e tão forte por saber que tinha acabado de ter a minha primeira filha, o pequeno-grande amor da minha vida! Nasceu às 6.24 do dia mais feliz da minha vida, dia 28 de junho de 2015!

É tudo tão mecânico e ao mesmo tempo tão animal isto de parirmos os nossos filhos! Eu sei que fiz cesariana mas não me sinto menos mãe por isso! Não a tive de forma natural, mas é a minha filha e saiu de dentro de mim na mesma! Sei que na altura fiquei um bocadinho triste (quando tive tempo para pensar nisso!) e a parteira até me perguntou se eu tinha percebido porque é que tinha sido cesariana. É claro que percebi e para o bem da minha filha, farei sempre tudo o que for preciso! Seja como for e tenha eu os filhos que tiver, acho que o parto é sempre a experiência mais transcendente da nossa vida de mulheres!
 O pai foi o primeiro de nós os dois a pegar na cerejinha e até lhe cortou o cordão umbilical e foi ele que a deitou no meu peito logo a seguir a me terem cosido para ela mamar. Estivemos assim mais de duas horas, eu e ela no meu peito e o pai ao nosso lado a conversar comigo e os dois a falarmos com a nossa filhota e a adorarmos o milagre que criámos (ai... cá estão as lágrimas outra vez!) e entretanto ele ligou aos nossos pais para dar a notícia e também disse ao irmão e à minha irmã. Foi histeria total!

Regressei à sala de partos já a manhã ia alta e aí começou a aventura que é a maternidade!

Continuo a achar que esses dias estão meu nebulosos porque com tanta emoção e tanta coisa a acontecer, parecia-me mesmo que estava a viver uma realidade paralela e uma felicidade inigualável!

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Será!?

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Ultimamente tenho sentido que me tem caído mais cabelo. Fica-me agarrado às mãos quando tomo banho, fica na almofada, fica na escova... Não sei se é da mudança do verão para o outono, se é das hormonas (ouvi dizer que aos 3 meses do pós-parto há uma reviravolta nas hormonas, o que pode causar queda de cabelo...), mas a verdade é que ele está a cair bastante. Durante a gravidez até ficou mais bonito, mas agora está mais seco e mais frágil.
Alguém tem conselhos?

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Novidades do planeta de baby cérise #10: o pré-parto

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Nunca me senti muito preparada para ser ser mãe, mas para o parto ainda me sentia menos. .. apesar da ansiedade em conhecer a nossa filhota, vivi o último mês relativamente tranquila e muito zen, muito mais do que esperaria!

Diz-se que à terceira é de vez e, no que toca ao fim da gravidez, comprovou-se mais uma vez. Às 36 semanas de gravidez, a minha médica assistente achou que os valores dos batimentos cardíacos da pequena não estavam muito bem na leitura que o ctg fez e nas ecografias também era provável que a cerejinha não fosse tão pequena assim. Fui ao hospital quase de urgência e queriam ficasse lá para observação. Achei que me sentia bem e tinha o pressentimento de que a bebé ainda não queria nascer nesse dia. Consegui um acordo com a parteira e vim para casa com a indicação para voltar ao hospital no dia seguinte para medirmos novamente os batimentos cardíacos e fazermos nova ecografia. Tudo tranquilo e a recomendação para ter a mala pronta (o que ainda faltava ficou logo a jeito nesse dia enquanto esperava pelo marido!).
Na semana seguinte, segunda ameaça, mais ou menos os mesmos motivos anteriores, e um pouco mais de preocupação no hospital porque também lá nas ecografias se previa uma bebé grandinha. De qualquer forma, nem sinal de vontade de vir ao mundo da minha bebé. Casa e descanso e consulta marcada para dia 25, o dia previsto para o parto.Fui grávida e já não regressei a casa sozinha. Fiquei internada para indução do parto e a partir daí deu-se início ao momento mais mágico de toda a minha vida! 

terça-feira, 28 de julho de 2015

Coisas de mãe #1

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Depois de ter lido este post da Sofia e de concordar com algumas das coisas que ela escreveu (principalmente no que diz respeito ao parto e às noites em claro) tenho a acrescentar que:
  •  a amamentação pode não ser nada daquilo que pensámos e pode ser difícil fazer com que o nosso bebé mame bem e ainda assim podemos ter de lhe dar leite artificial...
  • e os baby blues não são um mito e a frustração de acharmos que não conseguimos dar conta do recado é bem real e a tristeza também pode estar bem presente...
Eu sei que com o tempo os ritmos melhoram e tudo vai ao lugar, e acredito que ser mãe "É tentar ser perfeita sendo imperfeita, é tentar ser o melhor, mesmo que toda a gente esteja contra nós e no final, encostarmos a cabeça à nossa almofada, respirar fundo e pensar: hoje fiz o melhor que consegui, mas amanhã serei ainda melhor." como tão bem escreve a Maria João do Clavel's Cook.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Dos fins que são também inícios

O fim do tempo da gravidez estava marcado mas eu sempre achei que não ia chegar lá. Sentia-me relativamente bem, com a gravidez sempre tranquila e com ecografias e exames ao sangue sempre normais (houve um susto algures em abril com os níveis do açúcar, mas o teste da glicose deu negativo para a diabetes gestacional), mas nas últimas semanas eu já me sentia demasiado cansada e já sem posição para dormir que já estava desejando ter a pequena nos braços! 
Fiquei de baixa no final de maio, exatamente a um mês do fim do tempo e umas semanas depois de ter ido de férias a Portugal, e a baixa veio mesmo a calhar para conseguir pôr a casa em ordem antes da chegada da bebé. A médica achou, e bem, que as últimas semanas deviam ser mais tranquilas e sem trabalho (apesar de ainda ter feito bastante trabalho em casa e de ainda ter ido à escola umas quantas vezes entregar trabalhos e testes!)
Tratei da roupa da bebé (tenho a agradecer muito à minha irmã que me ajudou bastante nas arrumações. Acho a roupa da cerejinha tão fofa e ficou tão cheirosa que me perdia a olhar para as coisas e sendo tudo tão pequeno parecia pouco até ter começado a dobrar e a arrumar por tamanhos. ... pareceu-me uma tarefa sem fim!), organizei a mala da maternidade (que acabou por ser terminada à pressa 3 semanas antes do nascimento quando tive de vir ao hospital repetir ecografia e ctg porque os resultados no consultório não estavam muito bons e como mais vale prevenir, ficou logo tudo despachado!), fui cozinhando e tratando de limpezas para ter a casa limpa e a roupa tratada no regresso a casa.
No dia em que terminava o tempo (e depois de várias visitas ao hospital para consultas de rotina) acabei por ficar internada para me induzirem o parto. Não era nada assim que eu gostava que as coisas tivessem acontecido, mas até estava bastante tranquila e zen, contra todas as minhas expectativas!
O hospital tem ótimas condições e eu gostava muito de ter experimentado fazer o trabalho de parto na água, mas não pode ser. Também gostava que tivesse sido parto normal e foi cesariana (e apesar da minha recuperação física estar a correr bem e me sentir bem, apesar de cansada, a cicatriz precisou de mais cuidados médicos e estou novamente internada...), e gostava de conseguir amamentar em exclusivo, mas por enquanto não está a ser possível porque a cerejinha chora com fome mesmo depois de mamar!

Conclusões de tudo isto: não adianta fazer grandes planos porque, no fim de contas, as coisas podem correr de uma forma completamente diferente daquilo que gostávamos e se não tivermos uma mente aberta para isso, só nos deixa frustradas, o que não é bom para ninguém!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

E o raio da música, que me faz todo o sentido...


'Capitão Romance' Amor Electro
parto rumo à maravilha
rumo à dor que houver pra vir
se eu encontrar uma ilha
paro pra sentir
e dar sentido à viagem
pra sentir que eu sou capaz
se o meu peito diz coragem
volto a partir em paz
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