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quarta-feira, 5 de julho de 2017
quinta-feira, 16 de março de 2017
Someone dixit #15
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Num mundo ideal nunca perderíamos o foco, a motivação ou a alegria. Nunca mundo ideal estaríamos sempre felizes e contentes e de bem com a vida. Mas este mundo, que é muita coisa, ideal não é e, por vezes, temos momentos desses. Eu tenho-os. No pico dos meus piores momentos parece-me que toda a gente nas redes sociais é um bocadinho mais perfeita e feliz do que normalmente me parece. São parvoíces, mas a nossa voz interior mais pessimista vem ao de cima quando estamos em baixo. (...)
Nos meus piores momentos (que não são muitos, mas quando se dão, são a sério) esqueço-me temporariamente de quem sou, como sou e nas coisas boas que tenho e que sou e que dou aos outros também. Esqueço-me de que não sou inútil nem desamparada nem completamente desinteressante. Esqueço-me do que me faz feliz, porque durante algum tempo as coisas felizes deixam de ter lugar no meu mundo. Mas tudo isto é temporário.
Catarina Sousa ou Joan of July aqui
sábado, 4 de março de 2017
Someone dixit #14
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
Someone dixit #13 - disto de ser mãe
Peço apenas para ser mais forte. Peço apenas para ser a mãe que os meus filhos precisam. Peço apenas que a vida me deixe vê-los crescer mais um ano. Ouvir os seus risos e gritos pela casa. Ver brinquedos espalhados por todo o lado. Encontrar comida nos lugares mais incríveis. Peço apenas poder continuar a guiar os meus filhos pelo mundo enquanto aprendo com eles. Peço a serenidade necessária para enfrentar os dias mais difíceis porque a culpa nunca será deles. Peço a força para os deixar sempre ser as crianças que são e ter a humildade de reconhecer a incrível magia que é ver o mundo pelos olhos deles e descobrir coisas que nós adultos deixámos de ver. Peço para continuar a ter as mesmas dores nas costas de tantos os carregar no meu colo. Peço para ouvir chamar “mãe” a meio da noite. Para os poder aconchegar antes de ir dormir. Ler muitos livros. Brincar muito no chão. Ter muita roupa para lavar e passar. Ter uma casa sempre por arrumar. Ter uma cozinha repleta de louça para arrumar quando finalmente eles dormem. Peço para continuar com sono depois de várias noites mal dormidas, para nunca conseguir acabar aquele episódio da série que ando a ver há meses porque o sono vence sempre. Peço apenas poder dar-lhes muitos banhos, correr atrás deles para conseguir vesti-los. Peço para continuar a ter nódoas de leite nos ombros a toda a hora e um cabelo que precisa sempre ser lavado. Peço para trocar jantares e saídas à noite por serões ao quentinho a ver desenhos animados na melhor companhia. Peço apenas poder continuar a sentir o cheirinho deles, o melhor cheiro do mundo. Quero poder vê-los fazer disparates, por muito desesperante que seja, significa que estão a crescer e a descobrir o mundo. Quero ser mais paciente, mais confiante, mais segura. Peço apenas para que o meu sofá continue cheio de migalhas de pão e o meu carro com bolachas pelo chão. Peço apenas que a vida me deixe ver as birras deles, o bater de pé, vê-los ganhar personalidade. Quero ouvir os “não” todos que ainda me vão dizer. Estou pronta para todos os desafios que me esperam.Se assim for, estará tudo bem. Terei comigo os meus dois filhos a crescerem felizes. Terei direito a tudo. Porque tê-los connosco é o melhor presente da vida, mesmo com direito a todos os desafios, a todos os dramas, birras e noites por dormir. Porque lá no fundo, o que qualquer mãe pede é isto mesmo. Ser mãe deles por inteiro, com direito a tudo.
Escrito pela Andreia do 'No Colo da Mãe'
Ser mãe é a tarefa mais importante da minha vida e quero ser a melhor mãe (não a mais perfeita) que consiga ser para a minha cerejinha, mas esta também é a tarefa mais difícil da minha vida.
Quero que nada lhe falte, principalmente as coisas importantes, os valores, os sorrisos, as brincadeiras, o conforto e o Amor, mas também preciso de não me anular, de me sentir eu outra vez, sem ser só a Mãe.
Sinto falta de conversas de amigas, de momentos em que não há bebés por perto, de ir ao cinema e de umas horas a sós sem ser na hora da sesta da princesa.
Sei que é uma fase e que daqui a uns tempos terei saudades disto, mas há dias em que só precisava de conseguir uns momentos para mim.
Quero que nada lhe falte, principalmente as coisas importantes, os valores, os sorrisos, as brincadeiras, o conforto e o Amor, mas também preciso de não me anular, de me sentir eu outra vez, sem ser só a Mãe.
Sinto falta de conversas de amigas, de momentos em que não há bebés por perto, de ir ao cinema e de umas horas a sós sem ser na hora da sesta da princesa.
Sei que é uma fase e que daqui a uns tempos terei saudades disto, mas há dias em que só precisava de conseguir uns momentos para mim.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
Someone dixit #12 - Ainda das resoluções para 2017
"Não há resoluções de ano novo, nunca resultam. Mas há sempre intenções. E a minha é ser mais feliz. Não que não seja, mas distraio-me. Quando tenho coisas que me pesam, distraio-me e não aprecio as coisas boas como merecem. Dou por elas, sei que são momentos bons mas não me foco; tenho a cabeça noutro lado qualquer, um bocadinho mais escuro e não vejo bem. E sei que é estúpido, estou a olhar para o momento, reconheço-o como um dos que quero e vou guardar e não me toca. Acho que construímos uma parede transparente de distanciamento entre nós e aquilo que nos está a moer o juízo naquele momento e a parede não desaparece quando olhamos para o resto. É um dilema tramado: para apreciar os momentos felizes temos que levar com o embate sem protecção dos menos bons, que não há botões de liga e desliga, consoante dá mais jeito.
A minha intenção é ser mais feliz mas se calhar vou ter que deixar de pairar sobre o que me dói. Não é nada simples."
Muito, muito bem escrito daqui!
Sinto-me muito desfocada, acho que é isso. Perco-me nas tarefas domésticas, na imensidão de tarefas sempre inacabadas e dos montes de roupa para passar. Perco horas sem dormir a pensar no que tenho para fazer no dia seguinte e é óbvio que no dia seguinte estou exausta por não ter dormido. Distraio-me muito, os meus pensamentos fogem, voam, perdem-se, sem que os consiga controlar.
Tiro fotos e faço álbuns para imortalizar os momentos importantes, ou até mesmo os pequenos momentos que aquecem o coração. Escrevo um caderno à princesa sobre os primeiros meses da sua vida, para servir de memória futura e impedir o esquecimento. Aponto coisas na agenda e rascunhos no blogue, principalmente para não me perder na vida de todos os dias, mas isto é uma luta.
Luto contra o ritmo dos dias, contra a falta de memória, contra a escravatura dos afazeres e das rotinas. Eu bem que tento mudar as coisas, mas isto é tudo mais pesado do que aquilo que consigo levar!
quarta-feira, 6 de abril de 2016
domingo, 14 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Someone dixit #7
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Quando vivemos durante muito tempo num determinado lugar começamos a confundir a nossa vida com a cidade; as suas avenidas e os seus marcos passam a representar as nossas memórias até nos tornarmos turistas do nosso próprio passado, observando o nosso eu mais jovem com o fascínio de alguém que vai simplesmente a passar.
Ana Menéndez 'Por amor a Che'
Eu associo partes da minha vida a lugares, a cheiros, a paisagens, a emoções e muitas vezes são essas recordações que me fazem sorrir. Penso no meu passado e visualizo imagens, pessoas e cores e fico satisfeita com tudo o que já vivi e sinto-me turista por entre as ruas da memória. Se nos falhar a memória, o que nos sobra?
terça-feira, 23 de setembro de 2014
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Someone dixit #5
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Em quase todas as histórias de amor que se escrevem nos livros os apaixonados deixam-se quando ainda se amam – porque serás mais feliz sem mim, porque não vi que eras tudo o que precisava na minha vida, porque precisava dessa distância para perceber o que sinto. Lamento mas, mais do que os finais felizes, essa histórias das pessoas que se deixam apesar do imenso amor que sentem é uma grande treta.
No amor, no amor a sério, os apaixonados nunca acreditam que a vida da pessoa que amam será melhor sem eles. Porque amor é cuidar e fazer feliz. Se a pessoa amada estiver melhor sem mim é porque não amo essa pessoa.Quando descobrimos que a pessoa abandonada era tudo o que precisávamos na vida, dias, meses ou anos depois, isso não é amor, são os sentimentos confortáveis que dão jeito. Estar apaixonado a sério não dá jeito nenhum, troca-nos as voltas, tira-nos a capacidade para as pequenas coisas do dia-a-dia, consome e dá tonturas. Ninguém quer ser “tudo o que faz falta”, queremos o amor que não se explica mas que existe.Não acredito que sejam preciso “tempos” e “distâncias” para se perceber o que se sente [com a devida excepção do tempo e da distância que às vezes precisamos para nos arrumarmos connosco mesmo].O amor não se faz do sofrimento, faz-se de momentos loucos e períodos serenos mas faz-se, sempre, de sermos muito mais felizes com alguém do que sem essa pessoa.
da Catarina Beato aqui
Costumo ser pelos planos, pelo controlo, pelas decisões com tempo e raramente me deixo levar pelas emoções. Tenho sempre medo, e é tanto, de sair magoada, de me dar a quem não merece. É que por mais perceção que tenhamos há sempre quem nos surpreenda. Achava-me ser capaz de compreender ser deixada para ambos seguirmos o nosso caminho e tentarmos ser felizes. Nunca me soube a precisar de espaço e de tempo para saber o que queria.
Afinal 2013 ainda tinha tanto para me ensinar!! E depois dos dois últimos anos bastante difíceis, espero que 2014 seja sorridente e me faça feliz!
Afinal 2013 ainda tinha tanto para me ensinar!! E depois dos dois últimos anos bastante difíceis, espero que 2014 seja sorridente e me faça feliz!
sábado, 16 de novembro de 2013
sábado, 9 de novembro de 2013
Someone dixit #3
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"Acreditar que a distância não separa duas pessoas que desejam mais que tudo ficar juntas, é confiar, em nós, no outro, na vida. Dar passos que outros diriam maiores que as pernas, tomar decisões que outros apelidariam de insanas, cerrar os dentes e calar quando o que queremos é gritar, e arregaçar as mangas para lutar quando o mundo todo se põe em bicos de pés para ficar contra, é ter coragem."
da Sofia aqui
domingo, 15 de agosto de 2010
Someone dixit (2):
'A felicidade é feita de pequenas coisas. Espera-se sempre que chegue com maiúscula, mas ela chega-nos apoiada em pernas frouxas e pode passar-nos debaixo do nariz sem que a vejamos.
Katherine Pancol 'Os Olhos amarelos dos Crocodilos'
Com o meu amor a dormitar no sofá, a gata esparramada na nossa cama, uma réstia de sol a entrar pelas frinchas da janela, o cheiro do jantar ao lume, uma conversa de fim de tarde com a minha mãe com lampejos de boas notícias a nível profissional, uma ambiente calmo e relaxante cá em casa. O que é que posso pedir mais??
Katherine Pancol 'Os Olhos amarelos dos Crocodilos'
Com o meu amor a dormitar no sofá, a gata esparramada na nossa cama, uma réstia de sol a entrar pelas frinchas da janela, o cheiro do jantar ao lume, uma conversa de fim de tarde com a minha mãe com lampejos de boas notícias a nível profissional, uma ambiente calmo e relaxante cá em casa. O que é que posso pedir mais??
sábado, 14 de agosto de 2010
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