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sábado, 2 de fevereiro de 2019

Vamos ler mais #1 - janeiro

Então vamos lá a saber quais foram os temas deste mês para fazermos o balanço das leituras deste mês.

#umadúziadelivros: escrito por uma mulher
✅'As flores perdidas de Alice Hart' de Holly Ringland - um livro sobre relações familiares difíceis e sobre a passagem da infância à idade adulta da pequena Alice, que terá de ultrapassar um trauma familiar violento. Escrito com uma grande sensibilidade principalmente na relação da Alice com as flores. Logo eu que não percebo nada de botânica, fiquei com vontade de conhecer mais sobre a flora da Austrália!
O fim desiludiu-me um bocado, esperava outra coisa...
Não sei se conhecem os 'Pássaros Feridos' da Colleen McCullough, mas este livro fez-me lembrar dele!

#umlivrodebaixodaasa: com um animal no título
✅ 'O Rastro do Jaguar' de Murilo Carvalho - 500 e tal páginas arrancadas a ferros! Percebo a lógica da narrativa e o interesse da época histórica (início do século XIX num Brasil em guerra com o Paraguai) mas achei chaaaaaato! Tão chato que só lhe voltei a pegar agora por causa do tema do mês, mas estou contente por ter acabado! 

#thebibliophileclub: auto-ajuda 
✅'Ser feliz todos os dias' de Catarina Beato - Não entra aqui, porque só acabei ontem, dia 1. Gostei da abordagem: aceitar, mudar, agradecer, e houve imensa coisa que me fez sentido.

Para além destes clubes literários, quero muito ler outras coisas:
- outros géneros literário recomendados no #pnl2017 (para janeiro era ficção científica)
- os livros recomendados pela Helena Magalhães no seu #hmbookgang e para janeiro era 'Uma grande solidão' da Kristin Hannah

- o tema do mês da Cláudia Alves Ganhão e em janeiro era sorrisos.

Para além dos livros de que já falei, ainda li mais estes dois que estão abaixo.

 ✅'O Domador de Leões ' de Camilla Läckberg - mais uma história ao jeito da escritora sueca mais popular da atualidade. Costumo gostar muito dos livros dela porque a combinação entre a vida familiar do Patrick e da Erica com os crimes sempre tão violentos na localidade sueca de Fjällbacka resulta muito bem, mas desta vez não me entusiasmei nada...li-o até ao fim, mas esperava um final diferente... tenho ali outro dela para ler, mas não sei se vai ser em breve...
✅'Perguntem a Sarah Gross' de João Pinto Coelho - gostei, mas não amei!! Achei que estava muito bem escrita toda a envolvência relativa ao período da II Guerra Mundial e a Sarah Gross é realmente uma personagem fascinante! Para além disso, gostei da professora Kimberly Parker, mas achei demasiado forçada a história dela e não gostei nada do fim do livro. Aliás, para a forma como o autor relacionou as 2 histórias, não consegui perceber a maneira como terminou o livro...não percebo porque é que a Sarah teve determinadas atitudes!
Apercebi-me de que em janeiro se lê mais sobre o Holocausto devido à efeméride da libertação dos campos de concentração Auschwitz-Birkenau e acabou por ser um acaso ter lido este livro, que já estava na minha lista há imenso tempo.

#hol74 (74 anos sobre a libertação dos campos)

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Outono, meu amor!


Este outono está a significar calma e tranquilidade aqui por casa e ainda bem! Para além de ser uma época linda por aqui (o que eu adoro estes dourados e estas temperaturas mais fresquinhas?), temos conseguido ter mais tempo em família e acho que estamos a começar a olhar mais para dentro de casa e para esta nossa vida que vai ter uma grande mudança nos próximos tempos com a chegada do António.
É incrível como esta semana já entro na semana 34 desta gravidez tão desejada e que vou ao hospital ter uma consulta com a equipa de obstetrícia para vermos se o parto vai ser cesariana como foi da Luísa ou se vou tentar ter parto normal. E ainda tenho tudo por organizar...
Seja como for, já inaugurámos o outono por aqui e ontem já fizemos bolachinhas e purés de fruta com a nossa miúda e acho que daqui até ao Natal vamos repetir estes domingos assim mais vezes! Se eu já sou fã do outono desde sempre, aqui nos Alpes, acho o outono a estação mais hygge. Vou reler estes textos (da Mafalda, sempre tão inspiradora e da Catarina, com pontos de vista diferentes e ideias tão giras)  para tornar a nossa casa ainda mais acolhedora e preparada para a chegada do nosso bebé!
E também ajuda bastante ler textos inspiradores como este da Ana Francisca Guimarães, que fala do autocuidado que nunca deve faltar nas nossas vidas. 

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Insta flashes #15 - setembro 2017



































Em setembro os amanheceres já estão mais frescos, mas a luz dourada da tarde e as cores vibrantes da natureza compensam isso tudo. Setembro é o meu mês, por isso é sempre uma altura feliz. 
Para além disso chega a minha estação preferida e acho que isso me faz melhor pessoa e mais concentrada noutras coisas que não eu mesma. Parece que não faz muito sentido, mas para mim é isso mesmo. Os meus anos chegam a dia 7 e este ano já são 33 e depois do aniversário sinto que fiquei mais focada na família, na casa, no trabalho e nas leituras, menos em mim. Acho que isso se nota nas fotos.
Obviamente que há fotos das prendinhas, mas há muitas fotos lá fora, algumas fotos da minha miúda e outras tantas fotos da vida de todos os dias e das minhas pessoas :)

Bem, se todos os dias ficamos um dia mais velhos, porque é que só comemoramos nos aniversários? Tenho tentado pensar mais nas coisas boas da minha vida!



quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Cenas de mãe #22 - ser mãe é uma selva

Para relembrar uma coisa gira - ter respondido a algumas perguntasobre a nossa vida por aqui!

A Andreia é professora de português e foi para a Suíça em 2013, para trabalhar. Foi lá que conheceu o marido, por quem se apaixonou à primeira vista. 10 meses depois engravidou e depois nasceu a Luísa.

Sobre o ritmo de vida: A vida é muito mais tranquila do que em Portugal. Não há tantas atividades extra-curriculares e não há pressão para que os nossos filhos sejam perfeitos ou academicamente exemplares. Além disso, aqui vivemos no campo e temos galinhas, coelhos e horta, dos quais temos de tratar. Quando a miúda crescer mais um bocadinho, hei-de lhe dar a escolher algumas atividades para ela experimentar: música, esqui (que também praticam com a escola), ballet para crianças, zumba ou karaté, ou eventualmente aulas de inglês.


Como é ser criança na Suíça: As crianças são muito bem vistas. As escolas funcionam muito bem, as clínicas médicas têm um espaço com brinquedos e os médicos recebem muito bem as crianças. As pessoas metem conversa, ou pelo menos sorriem. Os carrinhos de bebé podem ficar à porta dos estabelecimentos que ninguém lhes mexe. Os restaurantes também acolhem muito bem as crianças e muitos têm cadeiras e menus infantis. O barulho não é muito bem visto e é esperado que as crianças se saibam comportar em público, porque birras aos gritos não são muito bem toleradas.



Sobre a escola e balanço trabalho/filhos: Eu trabalho para o governo português, por isso sou abrangida pela lei portuguesa, daí os 5 meses de licença (com 80% do salário). Na Suíça são 120 dias e se for preciso ficar de baixa antes do parto, o tempo começa a contar nessa altura. Os pais têm no máximo três dias de licença de paternidade (dependendo dos contratos de trabalho), mas o normal é um dia.

As aulas começam a meados de agosto e terminam a meados de junho e as férias de verão duram no máximo 8 semanas, mas há mais períodos de férias ao longo do ano. Acho este sistema melhor do que em Portugal. Depois das aulas as crianças podem ficar mais uma hora (paga) na escola para fazerem os trabalhos (quem quiser e precisar) ou frequentam algumas das actividades que há na vila.


Sobre a alimentação: Quanto à alimentação, não sei muito bem como é com os suíços, porque sou eu que cozinho para ela, mas das indicações do pediatra e do que tenho lido, não é nada de muito diferente do que faria se estivesse em Portugal. Aqui tenho reparado é que há muita oferta de comida de boião e papas com produtos biológicos e sem açúcar adicionado, por isso não há cá em casa Cerelac nem nada desse género.

Sobre o melhor e o pior na Suíça: É um país muito organizado, bonito e muito limpo. Tem uma grande diversidade a vários níveis, linguísticos, paisagísticos, culturais, e aceita bastante bem os emigrantes, o que só enriquece a vida de quem cá mora.

A única coisa má é que podia ser só ali do outro lado da fronteira para estarmos mais perto dos nossos. É que isto de vivermos fora é tudo muito bom, mas a geografia pesa-nos no coração.

sábado, 30 de setembro de 2017

Das leituras #29 - livros do verão de 2017*



Não sei se leituras mais técnicas deviam aparecer por aqui, mas a verdade é que vou lendo várias coisas em simultâneo, primeiro porque gosto de ir intervalando livros e estilos literários, depois porque tinha imensa curiosidade em ler qualquer um destes dois e não fiquei nada desiludida!

Viver devagar: Não sei se foi por tê-lo lido nas férias em Portugal (umas horinhas chegaram para o ler, tal era a vontade de saber as sugestões da Maria. Como gosto tanto do blogue dela, seria difícil não gostar do livro, e não me enganei! Muito bom mesmo! Tanto, que ando a pensar em escrever um caderno com uma adaptação aqui para os Alpes e para a nossa vida aqui :) obviamente que não será para publicar, mas um legado para o futuro desta nossa rotina alpina.

O livro do Hygge: depois de ter lido este resumo da Mafalda (vários dos livros que tenho lido ou comprado nos últimos tempos têm sido por sugestão da Mafalda e ainda nunca fiquei desiludida!) e de ter visto algumas imagens, fiquei com imensa vontade de ler o livro e adorei! Uma pessoa fica inspirada com as explicações sobre o hygge em várias situações e com as sugestões do autor e já por cá andam mais velas e mantas fofinhas!



Diário de uma grávida: mais um livro de não-ficção e desta vez sobre a gravidez. Costumo ler os blogs da Catarina Beato e da Sofia Serrano e este é um tema que me interessa bastante. Não estou grávida outra vez (ainda...), mas queremos muito ter outro filho e tinha curiosidade em ver a abordagem da Catarina seguida dos conselhos da Sofia e gostei bastante. É um daqueles livros para se ter na mesinha de cabeceira quando se está grávida, em especial se for o primeiro filho.

Pequenas grandes mentiras: já tinha lido um da autora em março 'O segredo do meu marido' e tinha achado muito interessante a história, mas a tradução não facilitou muito a leitura. O fim foi surpreendente e deste também! Li ambos em e-book e foi uma forma bastante agradável de passar as viagens de comboio e nem sempre me apetecia sair na estação certa e vir para casa! Neste livro fala-se de uma teia de mentiras, ilusões e meias verdades que as personagens vão urdindo e no fim há atitudes drásticas! Há série de tv com a Nicole Kidman, mas não sei porquê não estou lá muito interessada...


Os diários secretos: sou fã de policiais e apesar de saber que a Camilla Läckberg pode ser considerada light neste mundo dos policiais, gosto bastante da histórias que leio dela, principalmente a relação familiar do Patrick e da Erica e da relação que têm sempre com os homicídios que vão acontecendo. Li-o num instantinho (2 ou 3 dias) e marca as férias no Algarve :)

Uma volta ao mundo com leitores: um dos blogs que mais prazer me dá ler é o da Sandra Barão Nobre, o 'Acordo Fotográfico' porque fala de livros e de leitores e tem sempre fotografias fantásticas! E quando soube que ia passar para livro, é óbvio que tinha de vir parar cá a casa. E, como já era de esperar, adorei! Gosto muito da forma da Sandra descrever o ambiente em que se inserem as fotografias e sendo uma viagem por várias países onde nunca estive torna-se ainda mais interessante. Lembrar-me-ei, para sempre, de onde é que estava quando o li e isso é tão bom!


O livro dos Baltimore: não imaginam a minha alegria quando a minha irmã me disse que tinha comprado este livro e que tinha a ver com o Marcus Goldman, a personagem principal do livro 'A verdade sobre o caso Harry Quebert' e li-o em meia dúzia de dias em junho. Logo calhou na semana em que o meu marido e a miúda foram para Portugal ao funeral da avó dele (eu não fui, porque tinha aulas e muito que fazer para fechar o ano!) e acabei as noites todas na cama a ler até ter mesmo de ir dormir! E também recordarei este livro tão empolgante lido nesses dias de saudades deles!
E já soube que vai passar a filme ou série e gostava de ver a adaptação que vão fazer!

Um postal de Detroit: não gostei nada e obriguei-me mesmo a acabá-lo, porque não gosto de deixar livros a meio. Achei demasiado confuso (já tinha achado o mesmo sobre 'O teu rosto será o último', mas dei o benefício da dúvida!) e, apesar de ter percebido a ligação entre as personagens, fez-me imensa confusão haver saltos na história, personalidades com várias designações dependendo da fase da vida e não se chegou a saber o que é que aconteceu a Marta... 





O Aprendiz: já tinha lido um livro dela em 2014 e gostei e deste também gostei. Homicídios, conspiração e a dupla Rizzoli e Isles a travar mais um assassino. Sei que a série de tv se baseou nestes livros, mas não consigo encontrar grandes semelhanças entre as personagens principais. Ou melhor, depois de ver a série (da qual gosto bastante), imagino as duas mulheres de uma forma diferente da que é descrita.

As meninas: admito que tinha um bocado receio de ler este livro e de ser um dramalhão daqueles de fazer chorar a cada virar de página, mas dei por mim muitas vezes com um sorriso na cara à conta da Rose e da Ruby. Gostei bastante desta história sobre duas gémeas siameses e das suas aventuras e dificuldades, aliás muitas dificuldades, mas viam sempre o lado cómico e mais positivo das várias adversidades. Não é um livro de auto-ajuda nem pouco mais ou menos, é sim uma história trágico-cómico de duas siamesas craniópagas que só queriam ser vistas como duas pessoas normais.


O Cego de Sevilha: demorei mais de um ano a acabar este livro e houve uma altura em que pensei seriamente que não o iria acabar. Uma leitura lenta, difícil e muito thriller psicológico (normalmente gosto disso, mas neste caso foi muito difícil entrar na história...). Sei que já tenho ali outro desta trilogia à espera (são da minha irmã), mas acho que lerei muitas outras coisas antes de voltar aos casos do inspetor Javier Falcón...

Pássaros feridos: um dos livros da minha vida!! Já o tinha lido há uns anos (há 15 ou 16, acho eu) e tinha adorado, mas agora que o reli reconheço que na altura o livro teve um impacto brutal em mim, porque é um drama humano a muitos níveis e eu não tinha maturidade suficiente para perceber esse impacto. Voltei a emocionar-me muitas e muitas vezes com a histórias da família Cleary e continuarei a recomendar este livro a qualquer pessoa!

Filha do mar: não gostei por aí além. Lê-se bem, mas não consegui entrar na história e houve muitos momentos que achei que não acrescentavam nada de novo à lógica da narrativa...

* de maio a setembro é uma duração de verão bastante aceitável, muito melhor do que os 3 meses que dura mesmo a estação. Assim sinto que as férias esticam e que as leituras refletem o meu estado de espírito durante estes últimos meses, mais leve e mais feliz :)

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Das leituras #28 - organizar a casa

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Para mim, a organização é peça fundamental numa casa e não consigo viver no caos...aliás, sinto-me mais feliz neste regresso ao trabalho com a casa mais limpa e arrumada. Ajuda muito para isso, termos vindo a prestar mais atenção às tarefas domésticas, não só às diárias e semanais, mas também àquelas que acontecem menos frequentemente e temos normalmente a casa em ordem. Chegar a casa com tudo orientado (muitas vezes até o jantar!) é um sensação espetacular!
Já falei aqui por alto do livro 'Destralhe a sua casa' e realmente foi uma grande inspiração! Deixo-vos aqui algumas razões para ter gostado tanto :)
  • está 'arrumado' em 3 partes diferentes, que são inseparáveis umas das outras: destralhar, limpar e arrumar. Para dizer a verdade, nunca tinha pensado na ligação entre as 3, mas depois de ler o livro e refletir sobre isso, faz-me cada vez mais sentido.
  • o elogio da simplicidade: está ligado ao ponto anterior, porque quanto menos tralha temos e mais simples é a nossa casa, mais fácil se torna a limpeza e a arrumação. A autora fala dos vários tipos de tralha que nos consomem energia (presentes e objetos com carga sentimental para dar alguns exemplos) de que nos devemos desfazer para mantermos a nossa casa arrumada e nos libertarmos das energias negativas!
  • muitas dicas de destralhe, de limpeza e de arrumação passando pela gestão do tempo para cada uma dessas tarefas, de modo a termos uma vida mais tranquila e deixarmos de nos preocupar tanto com a limpeza (parece um contrassenso, mas faz sentido)!
  • sugestões de destralhe para o desapego emocional, depois de uma mudança de casa ou de numa situação de desemprego (achei muito boas as soluções apresentadas para cada uma destas situações!)
  • subdivisão dos capítulos da limpeza e da arrumação em zonas da casa, porque assim conseguimos visualizar melhor a nossa casa por divisões e podemos tratar uma de cada vez (ou por categorias de objetos)
  • no final do livro, há 4 anexos com listas de tarefas para facilitar a vida a quem se sente perdido com as limpezas: limpeza semanal, mensal, semestral e anual.
  • para além de todas as dicas nestes 3 tópicos, a autora também refere o feng shui e o equilíbrio das energias para sermos mais felizes e dá dicas muito fáceis para adaptarmos o feng shui à nossa casa ao logo dos 3 passos necessários para vivermos em harmonia (os tais destralhar, limpar e arrumar).
Concluindo, senti-me tão inspirada que tenho conseguido manter a casa em ordem desde que vim de férias, com tudo arrumado (gavetas da tralha incluídas!!) e sinto-me muito mais feliz agora!

terça-feira, 4 de julho de 2017

Someone dixit #10

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Filipa escreveu, e muito bem, isto: 
Viver devagar é presença e atenção, que se traduzem em amor. Por nós, pelos outros, pela natureza e pela vida à nossa volta. É estar de olhos bem abertos e gozar o presente que é estar aqui.
E eu sei e sinto que é isto que eu quero para a minha vida e para a minha família. Não quero continuar a fazer tudo a correr, já a pensar nas próximas tarefas. Não quero estar na festa de aniversário da Luísa na floresta a pensar que devia estar a descansar no sofá, que foi o que aconteceu no último fim de semana, mas felizmente consegui esticar-me um bocado na relva a dar beijinhos à minha malta e houve moches e fotos giras a ilustrar o momento. Também consegui apanhar sol e no fim de contas, já em casa, fiquei feliz por lá ter estado e ter conseguido aproveitar bem o tempo.
Sei que esta vida que vivo aqui nos Alpes parece um sonho, com paisagens lindas (temperaturas ótimas no verão que compensam a falta da praia e uma neve maravilhosa no inverno) e um ritmo tranquilo, mas tenho-me sentido cada vez mais assoberbada.
Sei que a culpa é minha por me meter em muitas coisas ao mesmo tempo (o mestrado, o almoço dos miúdos cá em casa e os cursos online) a somar às tarefas domésticas normais de um t3 e de uma família de 2 + um bebé. Tenho dormido mais nos últimos dias porque as aulas já acabaram, mas ando a ver se consigo acabar as tarefas pendentes da escola (burocracia sucks!) para conseguir descansar efetivamente.
Sinto que quero seguir o movimento #viverdevagar e conseguir ser mais mindful e ter uma casa e uma vida mais hygge e para isso tenho lido várias coisas e refletido sobre elas.
Para me deixar com mais ideias para aproveitar melhor os momentos em família e ser mais feliz, tenho lido os blogs da Filipa (Slower) e da Maria (seismaisdois) e ando mais tranquila com a minha vida. Também comprei o livro da Maria Viver Devagar e adorei as dicas. Fiquei com vontade de aplicar uma série de coisas à nossa vida aqui nos Alpes.
Para conseguir uma casa mais acolhedora, arrumada e feliz, sigo o blogue da Mafalda (A felicidade é o caminho) e li 'O livro do Hygge' e fiquei a sentir-me feliz e cheia de energia e com vontade de mudar várias atitudes aqui em casa.

Outras leituras interessantes:
Um post que me levou a refletir sobre isto de aproveitar o momento pela psicóloga Filipa Jardim da Silva
Um vídeo muito esclarecedor sobre o papel do otimismo e do pensamento positivo

terça-feira, 2 de maio de 2017

Das leituras #27 - mais uns livrinhos deste 2017

No meio da rotina, das milhentas tarefas e das preocupações, o que me relaxa são os livros e aqui ficam os 3 últimos que li. Escolhas muito boas! Um emprestado, outro em e-book e outro uma prenda minha para a minha irmã e veio cá parar a casa :)


Um livro tão poderoso como envolvente sobre o papel das mulheres francesas na Resistência durante a II Guerra Mundial. 
Revi-me muitas vezes em Isabelle e na sua impetuosidade e coragem, mas também em Vianne, mãe extremosa e dedicada, professora e cheia de dúvidas e de dilemas morais.
Um final surpreendente, e uma história cheia de emoção que me fez chorar muitas vezes e ficar de coração apertado outras tantas!


Um poema em forma de livro, com imensas referências aos cinco sentidos e uma descrição fabulosa de Istambul, que deu imensa vontade de conhecer e de voltar a Inglaterra, obviamente. Os livros também são isto, darem-nos a capacidade de sonhar e de querermos conhecer novos locais, ou pelo menos vermos com os nossos olhos aquilo que o autor descreveu.


Esta dupla de escritores tem uma escrita fascinante, ainda que sejam difíceis de digerir muitas das histórias. Já me tinha acontecido com o Hipnotista e com o Stalker ficar a remoer as histórias e a dureza dos crimes e com este voltou a acontecer. Volta e meia dou por mim a pensar na história e nas personagens e fico com vontade de ler todos os livros desta coleção!
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