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sábado, 30 de setembro de 2017

Das leituras #29 - livros do verão de 2017*



Não sei se leituras mais técnicas deviam aparecer por aqui, mas a verdade é que vou lendo várias coisas em simultâneo, primeiro porque gosto de ir intervalando livros e estilos literários, depois porque tinha imensa curiosidade em ler qualquer um destes dois e não fiquei nada desiludida!

Viver devagar: Não sei se foi por tê-lo lido nas férias em Portugal (umas horinhas chegaram para o ler, tal era a vontade de saber as sugestões da Maria. Como gosto tanto do blogue dela, seria difícil não gostar do livro, e não me enganei! Muito bom mesmo! Tanto, que ando a pensar em escrever um caderno com uma adaptação aqui para os Alpes e para a nossa vida aqui :) obviamente que não será para publicar, mas um legado para o futuro desta nossa rotina alpina.

O livro do Hygge: depois de ter lido este resumo da Mafalda (vários dos livros que tenho lido ou comprado nos últimos tempos têm sido por sugestão da Mafalda e ainda nunca fiquei desiludida!) e de ter visto algumas imagens, fiquei com imensa vontade de ler o livro e adorei! Uma pessoa fica inspirada com as explicações sobre o hygge em várias situações e com as sugestões do autor e já por cá andam mais velas e mantas fofinhas!



Diário de uma grávida: mais um livro de não-ficção e desta vez sobre a gravidez. Costumo ler os blogs da Catarina Beato e da Sofia Serrano e este é um tema que me interessa bastante. Não estou grávida outra vez (ainda...), mas queremos muito ter outro filho e tinha curiosidade em ver a abordagem da Catarina seguida dos conselhos da Sofia e gostei bastante. É um daqueles livros para se ter na mesinha de cabeceira quando se está grávida, em especial se for o primeiro filho.

Pequenas grandes mentiras: já tinha lido um da autora em março 'O segredo do meu marido' e tinha achado muito interessante a história, mas a tradução não facilitou muito a leitura. O fim foi surpreendente e deste também! Li ambos em e-book e foi uma forma bastante agradável de passar as viagens de comboio e nem sempre me apetecia sair na estação certa e vir para casa! Neste livro fala-se de uma teia de mentiras, ilusões e meias verdades que as personagens vão urdindo e no fim há atitudes drásticas! Há série de tv com a Nicole Kidman, mas não sei porquê não estou lá muito interessada...


Os diários secretos: sou fã de policiais e apesar de saber que a Camilla Läckberg pode ser considerada light neste mundo dos policiais, gosto bastante da histórias que leio dela, principalmente a relação familiar do Patrick e da Erica e da relação que têm sempre com os homicídios que vão acontecendo. Li-o num instantinho (2 ou 3 dias) e marca as férias no Algarve :)

Uma volta ao mundo com leitores: um dos blogs que mais prazer me dá ler é o da Sandra Barão Nobre, o 'Acordo Fotográfico' porque fala de livros e de leitores e tem sempre fotografias fantásticas! E quando soube que ia passar para livro, é óbvio que tinha de vir parar cá a casa. E, como já era de esperar, adorei! Gosto muito da forma da Sandra descrever o ambiente em que se inserem as fotografias e sendo uma viagem por várias países onde nunca estive torna-se ainda mais interessante. Lembrar-me-ei, para sempre, de onde é que estava quando o li e isso é tão bom!


O livro dos Baltimore: não imaginam a minha alegria quando a minha irmã me disse que tinha comprado este livro e que tinha a ver com o Marcus Goldman, a personagem principal do livro 'A verdade sobre o caso Harry Quebert' e li-o em meia dúzia de dias em junho. Logo calhou na semana em que o meu marido e a miúda foram para Portugal ao funeral da avó dele (eu não fui, porque tinha aulas e muito que fazer para fechar o ano!) e acabei as noites todas na cama a ler até ter mesmo de ir dormir! E também recordarei este livro tão empolgante lido nesses dias de saudades deles!
E já soube que vai passar a filme ou série e gostava de ver a adaptação que vão fazer!

Um postal de Detroit: não gostei nada e obriguei-me mesmo a acabá-lo, porque não gosto de deixar livros a meio. Achei demasiado confuso (já tinha achado o mesmo sobre 'O teu rosto será o último', mas dei o benefício da dúvida!) e, apesar de ter percebido a ligação entre as personagens, fez-me imensa confusão haver saltos na história, personalidades com várias designações dependendo da fase da vida e não se chegou a saber o que é que aconteceu a Marta... 





O Aprendiz: já tinha lido um livro dela em 2014 e gostei e deste também gostei. Homicídios, conspiração e a dupla Rizzoli e Isles a travar mais um assassino. Sei que a série de tv se baseou nestes livros, mas não consigo encontrar grandes semelhanças entre as personagens principais. Ou melhor, depois de ver a série (da qual gosto bastante), imagino as duas mulheres de uma forma diferente da que é descrita.

As meninas: admito que tinha um bocado receio de ler este livro e de ser um dramalhão daqueles de fazer chorar a cada virar de página, mas dei por mim muitas vezes com um sorriso na cara à conta da Rose e da Ruby. Gostei bastante desta história sobre duas gémeas siameses e das suas aventuras e dificuldades, aliás muitas dificuldades, mas viam sempre o lado cómico e mais positivo das várias adversidades. Não é um livro de auto-ajuda nem pouco mais ou menos, é sim uma história trágico-cómico de duas siamesas craniópagas que só queriam ser vistas como duas pessoas normais.


O Cego de Sevilha: demorei mais de um ano a acabar este livro e houve uma altura em que pensei seriamente que não o iria acabar. Uma leitura lenta, difícil e muito thriller psicológico (normalmente gosto disso, mas neste caso foi muito difícil entrar na história...). Sei que já tenho ali outro desta trilogia à espera (são da minha irmã), mas acho que lerei muitas outras coisas antes de voltar aos casos do inspetor Javier Falcón...

Pássaros feridos: um dos livros da minha vida!! Já o tinha lido há uns anos (há 15 ou 16, acho eu) e tinha adorado, mas agora que o reli reconheço que na altura o livro teve um impacto brutal em mim, porque é um drama humano a muitos níveis e eu não tinha maturidade suficiente para perceber esse impacto. Voltei a emocionar-me muitas e muitas vezes com a histórias da família Cleary e continuarei a recomendar este livro a qualquer pessoa!

Filha do mar: não gostei por aí além. Lê-se bem, mas não consegui entrar na história e houve muitos momentos que achei que não acrescentavam nada de novo à lógica da narrativa...

* de maio a setembro é uma duração de verão bastante aceitável, muito melhor do que os 3 meses que dura mesmo a estação. Assim sinto que as férias esticam e que as leituras refletem o meu estado de espírito durante estes últimos meses, mais leve e mais feliz :)

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Insta flashes #13 - julho de 2017























































Tão bom rever estas fotos do verão que já terminou por aqui! Já estamos a meados de setembro e já está frio. O tempo do outono está mesmo a chegar e já apetecem bebidas quentinhas e comida mais reconfortante e a vontade de sair de casa está a diminuir, por isso sabe-me mesmo bem rever estas fotos de coisas giras que fizemos em julho. 
Sei que não fomos à piscina nem fizemos nenhum piquenique, mas estivemos em família e reduzimos a velocidade da nossa vida e vivemos mais de acordo com a vida suíça e com o sítio onde moramos. Cozinhámos juntos e fomos jantar fora, comemos na floresta e fizemos almoços de família cá em casa, passeámos aqui pela aldeia e pela floresta mesmo aqui ao lado e fizemos festa na floresta em família e fomos à festa suíça, também fomos passear à beira do lago em Itália, comemos comida caseira e organizámos melhor o quarto da princesa (e está lindo!!) e para terminar o mês em beleza, fomos para Portugal de férias e foi mesmo bom!

terça-feira, 4 de julho de 2017

Someone dixit #10

via
A Filipa escreveu, e muito bem, isto: 
Viver devagar é presença e atenção, que se traduzem em amor. Por nós, pelos outros, pela natureza e pela vida à nossa volta. É estar de olhos bem abertos e gozar o presente que é estar aqui.
E eu sei e sinto que é isto que eu quero para a minha vida e para a minha família. Não quero continuar a fazer tudo a correr, já a pensar nas próximas tarefas. Não quero estar na festa de aniversário da Luísa na floresta a pensar que devia estar a descansar no sofá, que foi o que aconteceu no último fim de semana, mas felizmente consegui esticar-me um bocado na relva a dar beijinhos à minha malta e houve moches e fotos giras a ilustrar o momento. Também consegui apanhar sol e no fim de contas, já em casa, fiquei feliz por lá ter estado e ter conseguido aproveitar bem o tempo.
Sei que esta vida que vivo aqui nos Alpes parece um sonho, com paisagens lindas (temperaturas ótimas no verão que compensam a falta da praia e uma neve maravilhosa no inverno) e um ritmo tranquilo, mas tenho-me sentido cada vez mais assoberbada.
Sei que a culpa é minha por me meter em muitas coisas ao mesmo tempo (o mestrado, o almoço dos miúdos cá em casa e os cursos online) a somar às tarefas domésticas normais de um t3 e de uma família de 2 + um bebé. Tenho dormido mais nos últimos dias porque as aulas já acabaram, mas ando a ver se consigo acabar as tarefas pendentes da escola (burocracia sucks!) para conseguir descansar efetivamente.
Sinto que quero seguir o movimento #viverdevagar e conseguir ser mais mindful e ter uma casa e uma vida mais hygge e para isso tenho lido várias coisas e refletido sobre elas.
Para me deixar com mais ideias para aproveitar melhor os momentos em família e ser mais feliz, tenho lido os blogs da Filipa (Slower) e da Maria (seismaisdois) e ando mais tranquila com a minha vida. Também comprei o livro da Maria Viver Devagar e adorei as dicas. Fiquei com vontade de aplicar uma série de coisas à nossa vida aqui nos Alpes.
Para conseguir uma casa mais acolhedora, arrumada e feliz, sigo o blogue da Mafalda (A felicidade é o caminho) e li 'O livro do Hygge' e fiquei a sentir-me feliz e cheia de energia e com vontade de mudar várias atitudes aqui em casa.

Outras leituras interessantes:
- Um post que me levou a refletir sobre isto de aproveitar o momento pela psicóloga Filipa Jardim da Silva
- Um vídeo muito esclarecedor sobre o papel do otimismo e do pensamento positivo
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