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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Do estrangeiro #28 - a alfândega


De vez em quando vamos a Itália às compras e já temos parado na fronteira. Há limite de transporte de carne (1kg/pessoa), de álcool (1l/pessoa) e de tabaco e só podemos fazer compras no máximo de 300€/ pessoa (mas é óbvio que nós nunca chegámos a esses valores!).
Em março fomos retidos e a polícia perguntou ao meu marido se trazíamos carne (Fleisch), mas o meu homem percebeu (Flasche = garrafas) e para dizer a verdade, foi o que eu também percebi e respondeu que não. Afinal os agentes da polícia foram revistar o carro (até dentro do pneu suplente!!) e nós trazíamos carne e pagámos uma multa bem jeitosa! Não só porque trazíamos carne a mais, mas porque supostamente o meu marido estava a mentir! Ele explicou que tinha percebido mal, mas isto aqui não é gente para brincadeiras nem para enganos!
Ficámos furiosos e deixámos 100 francos na alfândega... saíram caras as compras!!

terça-feira, 18 de outubro de 2016

A culpa, essa desgraçada! #1

Quem vai lendo aqui o estaminé sabe que passo muito tempo em casa com a pequena-já-não-tão-pequena, mas que muito desse tempo é para trabalhar.
 - Sim, porque os professores têm sempre muitas tarefas invisíveis para fazer que ninguém vê: planificações, preparação de materiais, testes (preparar e corrigir), avaliações, tabelas e grelhas e afins. 
 - Sim, porque sou mestranda e ainda tenho duas cadeiras para acabar este semestre e a tese para escrever nos próximos semestres.
 - Sim, porque havendo falta do que fazer, ainda estou inscrita num curso online sobre a promoção da leitura e quero acabar o nível avançado do curso de escrita criativa.
 - Sim, porque para além de tudo isso, há 6 crianças que vêm cá a casa almoçar 4 dias / semana e há refeições para preparar e as ementas semanais e as compras para gerir (até dia 30 estão de férias, mas vão voltar!)
- Sim, porque a casa não sobrevive e auto-gestão e há sempre tarefas domésticas a tratar.

Resultado: estou em casa, mas efetivamente o meu tempo de qualidade com a miúda não é aquele que gostaria e chego à noite amargurada porque não fui ao parque com ela, porque ela viu mais bonecos do que aqueles que eu queria, porque os beijos que lhe dei deviam ter sido x mil, porque não a cheirei nem a abracei vezes suficientes.

Ela está aqui comigo e brinca com os brinquedos dela e abre e vê os livrinhos que já tem, encho-a de beijos, adormece comigo a sesta da tarde e à noite enrola os dedinhos no meu cabelo. A princesa almoça em casa 6 dias/ semana e, mesmo nos dias em que trabalho, o pai vai buscá-la às 5 e pouco e janta sempre a horas normais. Acorda às horas que quer e precisa e tem-me sempre por perto. Mas... não me chega.
Vejo-a a desenvolver-se, a andar, a falar, a conseguir fazer cada dia mais gracinhas e sinto que os dias não chegam para fixar tudo, para gravar na memórias todos os momentos importantes, para tirar fotos suficientes para a posteridade.
E sinto-me culpada. Ela é muito feliz, isso nota-se à distância, mas eu sinto-me culpada!

sábado, 5 de setembro de 2015

Coisas de mãe #2

via

Normalmente não tomo duche sozinha em casa com a cerejinha, mas da primeira vez fiz esta triste figura porque me pareceu que a pequena estava a chorar e estava mesmo... (na segunda correu melhor, porque ela estava a dormir!)
Outra coisa que faço muito é ir verificar se ela está a respirar!! Digam-me que não sou a única ;)!
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