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quinta-feira, 7 de junho de 2018

Inspira, expira!

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Algures no meu passado recente deixei de fazer planos. Nem sei bem como nem porquê é que isso aconteceu, mas a verdade é que com tantas reviravoltas que a minha vida deu nos últimos 10 anos, planos é mesmo o que não preciso para andar angustiada e na expectativa.
Escrevi isto há um ano e meio e não tirava uma vírgula, mas às vezes sinto que preciso de reler estas coisas para perceber que mais do que fazer coisas (sei que me encaixo perfeitamente nessa categoria de fazedora de coisas), também preciso de tempo para amadurecer as mudanças e sonhar novos sonhos.
{De vez em quando a minha vida precisa de um abanão, de uma mudança drástica para eu me sentir viva e que afinal ainda consigo dar a volta às coisas. Já mudei de país 3 vezes, tive muitos empregos a fazer coisas completamente diferentes, já tive uma filha, já casei e descasei e voltei a casar, inscrevi-me no mestrado quando estava grávida, já saí da minha zona de conforto vezes de mais para me deixar acomodar.}

E uma das músicas que me inspira mais a parar e a refletir tem sido esta. Adoro!!



Marco Rodrigues 'O Tempo' 
escrita pelo Diogo Piçarra de quem sou super fã!
Tudo em bom :)!

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Curtas...


  • Tenho sentido que a minha vida tem mais sentido quando não mostro, quando não escrevo, mas sim quando tiro fotos, quando fazemos planos giros e damos mimos, daí andar tão ausente daqui. Tenho saudades de fazer aqui do blog uma espécie de diário de bordo, mas ando tão cansada que isso fica sempre para 100º lugar e obviamente não chega o tempo para escrever aqui...
  • Os projetos e as atividades na escola tem sido mais que muitos este ano letivo e não consigo chegar a todo o lado... e sou péssima com follow-up, ou seja, dar feedback das coisas. É um tópico a trabalhar mais.
  • Junho já chegou e a minha filhota faz 3 anos (já?! como é possível!?) e já ando a pensar na festinha :) adoro organizar as coisas para ela ter um dia bonito e feliz!
  • O fim de junho também significa o fim das aulas, o que por seu lado implica termina tooooodas as tarefas que tenho pendentes :/ se já ando cansadíssima, só de pensar nisso só me apetece hibernar!

    Que o vosso junho seja feliz!

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Fins de semana por cá #19

Tarefa de todos os dias: tentar estar mais focada, mais presente, mais disponível para as minhas pessoas, mesmo que haja preocupações e que nem sempre as coisas sejam como gostaríamos.
Tentei organizar a casa no sábado para que no domingo conseguisse tempo para não fazer nada e foi um domingo muito tranquilo, mas a Luísa demorou 1.30h para adormecer à hora da sesta e eu já estava furiosa!!
Foi um dia muito bom? Foi.
Consegui cumprir o que tinha pensado fazer? Não.
Fui para a cama aborrecida comigo mesma por não ter conseguido terminar as tarefa da escola, que supostamente tinham prazo de entrega, que era precisamente domingo...

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Cenas de mãe #22 - ser mãe é uma selva

Para relembrar uma coisa gira - ter respondido a algumas perguntasobre a nossa vida por aqui!

A Andreia é professora de português e foi para a Suíça em 2013, para trabalhar. Foi lá que conheceu o marido, por quem se apaixonou à primeira vista. 10 meses depois engravidou e depois nasceu a Luísa.

Sobre o ritmo de vida: A vida é muito mais tranquila do que em Portugal. Não há tantas atividades extra-curriculares e não há pressão para que os nossos filhos sejam perfeitos ou academicamente exemplares. Além disso, aqui vivemos no campo e temos galinhas, coelhos e horta, dos quais temos de tratar. Quando a miúda crescer mais um bocadinho, hei-de lhe dar a escolher algumas atividades para ela experimentar: música, esqui (que também praticam com a escola), ballet para crianças, zumba ou karaté, ou eventualmente aulas de inglês.


Como é ser criança na Suíça: As crianças são muito bem vistas. As escolas funcionam muito bem, as clínicas médicas têm um espaço com brinquedos e os médicos recebem muito bem as crianças. As pessoas metem conversa, ou pelo menos sorriem. Os carrinhos de bebé podem ficar à porta dos estabelecimentos que ninguém lhes mexe. Os restaurantes também acolhem muito bem as crianças e muitos têm cadeiras e menus infantis. O barulho não é muito bem visto e é esperado que as crianças se saibam comportar em público, porque birras aos gritos não são muito bem toleradas.



Sobre a escola e balanço trabalho/filhos: Eu trabalho para o governo português, por isso sou abrangida pela lei portuguesa, daí os 5 meses de licença (com 80% do salário). Na Suíça são 120 dias e se for preciso ficar de baixa antes do parto, o tempo começa a contar nessa altura. Os pais têm no máximo três dias de licença de paternidade (dependendo dos contratos de trabalho), mas o normal é um dia.

As aulas começam a meados de agosto e terminam a meados de junho e as férias de verão duram no máximo 8 semanas, mas há mais períodos de férias ao longo do ano. Acho este sistema melhor do que em Portugal. Depois das aulas as crianças podem ficar mais uma hora (paga) na escola para fazerem os trabalhos (quem quiser e precisar) ou frequentam algumas das actividades que há na vila.


Sobre a alimentação: Quanto à alimentação, não sei muito bem como é com os suíços, porque sou eu que cozinho para ela, mas das indicações do pediatra e do que tenho lido, não é nada de muito diferente do que faria se estivesse em Portugal. Aqui tenho reparado é que há muita oferta de comida de boião e papas com produtos biológicos e sem açúcar adicionado, por isso não há cá em casa Cerelac nem nada desse género.

Sobre o melhor e o pior na Suíça: É um país muito organizado, bonito e muito limpo. Tem uma grande diversidade a vários níveis, linguísticos, paisagísticos, culturais, e aceita bastante bem os emigrantes, o que só enriquece a vida de quem cá mora.

A única coisa má é que podia ser só ali do outro lado da fronteira para estarmos mais perto dos nossos. É que isto de vivermos fora é tudo muito bom, mas a geografia pesa-nos no coração.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Someone dixit #10

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Filipa escreveu, e muito bem, isto: 
Viver devagar é presença e atenção, que se traduzem em amor. Por nós, pelos outros, pela natureza e pela vida à nossa volta. É estar de olhos bem abertos e gozar o presente que é estar aqui.
E eu sei e sinto que é isto que eu quero para a minha vida e para a minha família. Não quero continuar a fazer tudo a correr, já a pensar nas próximas tarefas. Não quero estar na festa de aniversário da Luísa na floresta a pensar que devia estar a descansar no sofá, que foi o que aconteceu no último fim de semana, mas felizmente consegui esticar-me um bocado na relva a dar beijinhos à minha malta e houve moches e fotos giras a ilustrar o momento. Também consegui apanhar sol e no fim de contas, já em casa, fiquei feliz por lá ter estado e ter conseguido aproveitar bem o tempo.
Sei que esta vida que vivo aqui nos Alpes parece um sonho, com paisagens lindas (temperaturas ótimas no verão que compensam a falta da praia e uma neve maravilhosa no inverno) e um ritmo tranquilo, mas tenho-me sentido cada vez mais assoberbada.
Sei que a culpa é minha por me meter em muitas coisas ao mesmo tempo (o mestrado, o almoço dos miúdos cá em casa e os cursos online) a somar às tarefas domésticas normais de um t3 e de uma família de 2 + um bebé. Tenho dormido mais nos últimos dias porque as aulas já acabaram, mas ando a ver se consigo acabar as tarefas pendentes da escola (burocracia sucks!) para conseguir descansar efetivamente.
Sinto que quero seguir o movimento #viverdevagar e conseguir ser mais mindful e ter uma casa e uma vida mais hygge e para isso tenho lido várias coisas e refletido sobre elas.
Para me deixar com mais ideias para aproveitar melhor os momentos em família e ser mais feliz, tenho lido os blogs da Filipa (Slower) e da Maria (seismaisdois) e ando mais tranquila com a minha vida. Também comprei o livro da Maria Viver Devagar e adorei as dicas. Fiquei com vontade de aplicar uma série de coisas à nossa vida aqui nos Alpes.
Para conseguir uma casa mais acolhedora, arrumada e feliz, sigo o blogue da Mafalda (A felicidade é o caminho) e li 'O livro do Hygge' e fiquei a sentir-me feliz e cheia de energia e com vontade de mudar várias atitudes aqui em casa.

Outras leituras interessantes:
Um post que me levou a refletir sobre isto de aproveitar o momento pela psicóloga Filipa Jardim da Silva
Um vídeo muito esclarecedor sobre o papel do otimismo e do pensamento positivo

terça-feira, 13 de junho de 2017

Cenas de uma trabalhadora-estudante #XXIII

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Achava eu que iria estar tudo mais ou menos orientado quando escrevi isto, mas afinal fui a Portugal e consegui encontrar-me com a orientadora e trouxe a versão 3 do projeto cheia de correções e de sugestões. Entretanto a Luísa continuou com febre e nós ficámos doentes e tenho tido imenso que fazer da escola (últimos preparativos para irmos ao Zoo e a ida no dia 4, preparar a festa de fim de ano e a viagem de finalistas e continuo com aulas até dia 23!) e também tem acontecido a vida lá fora (aniversário da minha cunhada no fim de semana e um jantar de amigos durante a semana) e no domingo recebemos a notícia sobre a avó do meu marido e houve alterações à logística familiar e malas para fazer e coisas para deixar orientadas aqui em casa antes de eles irem e eu não tenho conseguido tempo nem disponibilidade mental para me sentar à secretária a terminar o projeto.
O prazo está mais do que atrasado e a professora ontem enviou-me um email a saber notícias de mim...fico muito constrangida quando não consigo cumprir o que me comprometi a fazer e em última instância (apesar de todas estas coisas a acontecer!) a culpa do atraso é sempre minha. A minha irmã relembra-me isto muitas e muitas vezes e ela tem razão, apesar de eu não gostar de ouvir...

Para além da falta de tempo, sinto que é também um bloqueio criativo. A orientadora fez-me notar que confia no meu trabalho, mas fez-me várias críticas (construtivas!) e eu vinha cheia de ideias, mas conseguir pregar no trabalho de dar-lhe o desenvolvimento de que precisa é que está difícil. Quero corresponder às expectativas, mas com esta pressão em cima de mim é muito mais difícil!

Vamos lá ver se isto fica feito agora de manhã!

quinta-feira, 16 de março de 2017

Someone dixit #15

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Num mundo ideal nunca perderíamos o foco, a motivação ou a alegria. Nunca mundo ideal estaríamos sempre felizes e contentes e de bem com a vida. Mas este mundo, que é muita coisa, ideal não é e, por vezes, temos momentos desses. Eu tenho-os. No pico dos meus piores momentos parece-me que toda a gente nas redes sociais é um bocadinho mais perfeita e feliz do que normalmente me parece. São parvoíces, mas a nossa voz interior mais pessimista vem ao de cima quando estamos em baixo. (...)

Nos meus piores momentos (que não são muitos, mas quando se dão, são a sério) esqueço-me temporariamente de quem sou, como sou e nas coisas boas que tenho e que sou e que dou aos outros também. Esqueço-me de que não sou inútil nem desamparada nem completamente desinteressante. Esqueço-me do que me faz feliz, porque durante algum tempo as coisas felizes deixam de ter lugar no meu mundo. Mas tudo isto é temporário.

Catarina Sousa ou Joan of July aqui

sábado, 4 de março de 2017

Someone dixit #14


Há momentos em que o coração parece que explode e o tempo parece que para de tão feliz que estou. Nessas alturas sinto que não podia pedir mais, mas depois chega a realidade e pufff!

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Perfeito para um dia como o de hoje #85

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Há alturas em que me arrasto para sair de cama, porque tudo me parece um peso. As tarefas por fazer, as horas de aulas, as responsabilidades, as contas para pagar. Tenho a sensação de passo a vida a ver o lado negro da vida (embora tenho um caderno da gratidão e lá vá escrevendo de vez em quando as coisas boas da vida!) e sou cada vez mais macambúzia e sorumbática. Sorrio pouco e rio-me ainda menos. Ando sempre com os ombros tensos e com o cansaço a acumular-se todos os dias.
Há sempre qualquer coisa para fazer e nenhuma delas é sorrir mais e sair por aí sem destino a tirar umas fotos à vida!


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Destes tempos!

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Claro que não estou muda e continuo a falar muito, mas tenho a certeza de que se deitasse cá para fora o que me vai na cabeça, haveria por aí amigas assustadas e o marido não iria saber o que fazer. Há alturas em que o melhor é sorrir e acenar e deixar a vida levar o seu curso!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Das leituras #23 - também é coaching!



Ouvi falar deste livro numa das sessões de coaching com a Anita e fiquei com a pulga atrás da orelha. Não gosto particularmente da Anatomia de Grey, mas sabia alguma coisa sobre a Shonda Rhimes para ter curiosidade em saber o que é que aconteceu de tão extraordinário na vida dela para haver um livro dedicado ao Sim e à aceitação de desafios.
E gostei muito! Revi-me em tantas, tantas situações e fiquei com muita vontade de dar uma volta à minha vida!

"Quanto mais brinco, mais feliz sou no trabalho. Quanto mais feliz sou, mais descontraída fico. Quanto mais descontraída fico, mais feliz me sinto em casa. Realmente é só amor."
"Perdermo-nos não acontece de repente. Perdermo-nos acontece um não de cada vez. Não a sair esta noite. Não a rever aquela colega da universidade. Não a ir àquela festa. Não a tirar férias. Não a fazer uma nova amiga. Perdermo-nos acontece um quilo de cada vez."
"Posso dizer sim, quero ser bem-sucedida nisto. Ser saudável. Viver uma vida longa por mim e pelas minhas filhas. Quero sentir-me bem. E quando disser isto, tenho de assumir e fazer o trabalho sem me queixar e aceitar que vai ser duro. Porque é mesmo assim. Trabalho. Trabalho duro."
"Não estou a dizer que a maternidade não deva ser elogiada. Deve ser elogiada. A maternidade é maravilhosa. Estou a fazê-lo. Acho que é fantástica. Há todo o tipo de formas e razões pelas quais as mães podem e devem ser elogiadas. Mas por cultivar um sentido de invisibilidade, martírio e incessante trabalho não reconhecido e não louvado? Isso não são razões."
"Pessoas felizes, completas, são atraídas para pessoas felizes, completas, mas nada torna uma pessoa tóxica mais infeliz e destrutiva do que uma pessoa feliz, completa."
 "Não tinhas alegria. O que fazias era dormir. Literal e metaforicamente. Estavas a dormir. A vida é curta. A tua parecia muito, muito curta. E agora estás totalmente transformada. Estás viva. Estás a viver. Há pessoas que nunca fazem isso." 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Someone dixit #13 - disto de ser mãe

Peço apenas para ser mais forte. Peço apenas para ser a mãe que os meus filhos precisam. Peço apenas que a vida me deixe vê-los crescer mais um ano. Ouvir os seus risos e gritos pela casa. Ver brinquedos espalhados por todo o lado. Encontrar comida nos lugares mais incríveis. Peço apenas poder continuar a guiar os meus filhos pelo mundo enquanto aprendo com eles. Peço a serenidade necessária para enfrentar os dias mais difíceis porque a culpa nunca será deles. Peço a força para os deixar sempre ser as crianças que são e ter a humildade de reconhecer a incrível magia que é ver o mundo pelos olhos deles e descobrir coisas que nós adultos deixámos de ver. Peço para continuar a ter as mesmas dores nas costas de tantos os carregar no meu colo. Peço para ouvir chamar “mãe” a meio da noite. Para os poder aconchegar antes de ir dormir. Ler muitos livros. Brincar muito no chão. Ter muita roupa para lavar e passar. Ter uma casa sempre por arrumar. Ter uma cozinha repleta de louça para arrumar quando finalmente eles dormem. Peço para continuar com sono depois de várias noites mal dormidas, para nunca conseguir acabar aquele episódio da série que ando a ver há meses porque o sono vence sempre. Peço apenas poder dar-lhes muitos banhos, correr atrás deles para conseguir vesti-los. Peço para continuar a ter nódoas de leite nos ombros a toda a hora e um cabelo que precisa sempre ser lavado. Peço para trocar jantares e saídas à noite por serões ao quentinho a ver desenhos animados na melhor companhia. Peço apenas poder continuar a sentir o cheirinho deles, o melhor cheiro do mundo. Quero poder vê-los fazer disparates, por muito desesperante que seja, significa que estão a crescer e a descobrir o mundo. Quero ser mais paciente, mais confiante, mais segura. Peço apenas para que o meu sofá continue cheio de migalhas de pão e o meu carro com bolachas pelo chão. Peço apenas que a vida me deixe ver as birras deles, o bater de pé, vê-los ganhar personalidade. Quero ouvir os “não” todos que ainda me vão dizer. Estou pronta para todos os desafios que me esperam.
Se assim for, estará tudo bem. Terei comigo os meus dois filhos a crescerem felizes. Terei direito a tudo. Porque tê-los connosco é o melhor presente da vida, mesmo com direito a todos os desafios, a todos os dramas, birras e noites por dormir. Porque lá no fundo, o que qualquer mãe pede é isto mesmo. Ser mãe deles por inteiro, com direito a tudo. 
Escrito pela Andreia do 'No Colo da Mãe' 

Ser mãe é a tarefa mais importante da minha vida e quero ser a melhor mãe (não a mais perfeita) que consiga ser para a minha cerejinha, mas esta também é a tarefa mais difícil da minha vida.
Quero que nada lhe falte, principalmente as coisas importantes, os valores, os sorrisos, as brincadeiras, o conforto e o Amor, mas também preciso de não me anular, de me sentir eu outra vez, sem ser só a Mãe.
Sinto falta de conversas de amigas, de momentos em que não há bebés por perto, de ir ao cinema e de umas horas a sós sem ser na hora da sesta da princesa.
Sei que é uma fase e que daqui a uns tempos terei saudades disto, mas há dias em que só precisava de conseguir uns momentos para mim.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Perfeito para um dia como o de hoje #83

Hoje está de chuva, mas eu estou contente! Estou de férias e ontem já consegui sair de casa sem estar preocupada com as coisas pendentes e fui ao parque infantil com a pequena e com o meu sobrinho. O miúdo adorou e a miúda estreou-se a brincar no chão. Foi muito divertido, mas a roupa foi direita à máquina de lavar!
Para esta semana tenho a festa de anos da Luísa para organizar e hoje é dia de compras! E eu até sou daquelas pessoas que gosta de fazer compras de supermercado :)
Mas agora o pequeno almoço é mais ou menos como o da foto, com um livro a acompanhar!

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Muitos parabéns, meu amor!

A minha querida Luisinha fez um aninho ontem e eu não poderia ser uma mãe mais babada e mais feliz com a filha que me apareceu nesta vida. É a bebé mais bem-disposta que eu conheço e tem sempre um sorriso, não faz muitas birras e dorme e come bem. O que é que eu podia querer mais!?
Tem os melhores abraços do mundo e é um doce, esta minha filha.
Às vezes pergunto-me onde é que está a minha bebé sossegadinha que não se mexia se a deitávamos no sofá? Agora gatinha por todo o lado e já quer dar os primeiros passos (já deu uns passinhos sozinha, mas ainda não se aventura muito) e tem já 6 dentinhos que lhe dão um ar meio maroto quando se ri.
Gosta de comer e até agora tem gostado de tudo o que tem provado e adora arroz. Adora andar descalça e entretém-se muito a brincar com os seus brinquedos, mas o que gosta mesmo é de mexer em tudo o que não é dela, principalmente comandos de televisão e os nossos telemóveis.
Agora dorme uma sesta descansada enquanto a mãe tenta adiantar as tarefas do mestrado e é uma paz vê-la a dormir tranquila.
Que sejas sempre feliz, meu amor!

terça-feira, 21 de junho de 2016

Sonhar faz bem e recomenda-se!

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O meu homem diz-me (a meio de uma crise minha daquelas difíceis de ultrapassar de choro compulsivo e de muitas dúvidas!) que desde que comecei o mestrado que o meu tempo e a minha disponibilidade para ele e para a miúda têm diminuído. E eu tive de concordar. É difícil de engolir, mas é a mais pura das verdades. 
Gostava de ser a super-mulher, mas infelizmente não sou e ser a mãe e a mulher perfeitas é coisa que não sou. Sou a melhor mãe que consigo ser e a esposa possível. 

E no meio de tanto trabalho e de tanto que há para fazer aqui em casa, dou por mim a pensar nisto de ter a alma cheia de sonhos e de aventuras e acho (tenho a certeza de) que mais do que andar sobrecarregada de tarefas para fazer, sinto muito falta da espontaneidade e da despreocupaçãos dos nossos primeiros tempos de namoro em que íamos jantar fora quando nos apetecia (ainda que o dinheiro nunca fosse muito), em que as caminhadas e os passeios eram muitos e muitas vezes debaixo de chuva ou de neve, em que o sorriso no olhar estava lá.

Já tenho idade e experiência de vida suficientes para saber que a rotina norteia a maior parte dos nossos dias e que com mais responsabilidades e com filhos ir a qualquer lado é mais difícil. Não é impossível decidirmos a uma 6ª que vamos passar o fim de semana fora, mas não tem acontecido e eu ando a ressacar dias fora da rotina. 
Dias em que não tenha de ligar o pc, em que não tenha net no telemóvel, em que o telefone sirva só para tirar fotos a coisas giras, às gracinhas da filha e umas quantas selfies para a posteridade (e para o álbum de fotos das nossas viagens!) Se há coisa que adoro fazer com o 

A viagem a Portugal já está confirmada, mas não vejo a hora de encostar a cabeça na almofada de um qualquer hotel em Itália antes de agosto! Não me chame eu Cérise!

domingo, 19 de junho de 2016

Mood for today!

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Crises de choro, noites muito mal dormidas, nervos à flor da pele, disponibilidade mental para outras coisas igual a zero, ansiedade em alta e é assim que tenho andado nos últimos tempos e cá me parece que desde que a Luísa nasceu... 
Ainda não me apeteceu apertar o pescoço a ninguém, mas há dias em que ser eu não é nada fácil...

terça-feira, 10 de maio de 2016

Back again!

Os dias de férias parece que nunca chegam e quando finalmente estamos em casa (tenho muitas dúvidas onde será isso atualmente!) as horas nunca chegam para tudo. De todas as vezes em que fui a Portugal senti isso, mas esse peso de nunca sermos suficientes e de nunca nos bastarmos persegue-me. Acordo de noite a pensar 'E se acontece alguma coisa e não estou lá!?' e a angústia não me deixa adormecer. 
Despeço-me dos meus pais com um sorriso nos lábios, mas o coração vai apertado. Espero sempre voltar para os braço deles, mas os 'ses' e os imprevistos vão comigo. 
Hoje estou a regressar a casa depois de uma reunião de trabalho e sinto-me mais estrangeira que nunca e só me lembro do refrão do António Variações (agora que penso nisso, há tanto tempo que não pensava nela, mas está música tem aparecido na minha mente com alguma regularidade desde que vim para a Suíça!) e sinto que nunca estou realmente bem em lado nenhum...

domingo, 27 de março de 2016

Da Páscoa

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Mais uma Páscoa passada longe da família, mas isto de se ser emigrante tem destas coisas. Aniversários, festas familiares, celebrações e nós sempre longe. Vale-me saber que a minha felicidade também está aqui nesta minha família de 3!
Vamos fazer um almoço de amigos (quando não há muita família por perto, valem-nos os amigos!)


Boa Páscoa para vocês :)

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Feliz domingo!

É verdade que hoje é só mais um dia no calendário e eu até nem ligo muito a datas comemorativas, mas se há um dia para celebrar o Amor, então que seja um dia feliz para os casados, namorados, solteiros, para quem vive junto com ou sem filhos, para quem vive sozinho e tem de ser mãe ou pai solteiro, para quem está grávida de primeiro viagem, do 2º filho ou de outro número de filho que vai aumentar exponencialmente o amor na família.

Nós por cá vamos aproveitar o dia para estarmos juntos e tornar o nosso domingo mais um dia especial a recordar, como todos os outros, ainda mais especiais desde que nasceu a cerejinha!

Feliz domingo e feliz dia do Amor para todos.
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